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Equador faz nova ameaça à Petrobrás

O ministro de Minas e Petróleo do Equador, Galo Chiriboga, advertiu ontem a Petrobrás de que revogará seu contrato de exploração do Bloco 18, na Amazônia equatoriana, se a empresa não respeitar as políticas do governo e aceitar no menor tempo possível um novo acordo sobre suas operações na região. Assinado em 2001, o contrato termina em 2022.

Agência Estado |

"A Petrobrás estendeu de forma incompreensível a negociação, já que em agosto aceitou os termos propostos pela estatal Petroecuador", disse Chiriboga. Segundo Quito, a empresa desrespeitou o prazo estabelecido para aceitar um novo contrato sobre o bloco, que produz 32 mil barris diários. Consultada, a Petrobrás não quis se manifestar sobre o assunto. Representantes da empresa passaram a tarde de ontem reunidos com Chiriboga, mas até o começo da noite não havia informações sobre o encontro.

No início de setembro, o presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a renegociação de todos os contratos com as petroleiras estrangeiras, que atualmente exploram quase metade dos campos do país e ficam com 82% da receita do petróleo.

Pelo acordo proposto, as operações seriam assumidas pela Petroecuador, com as companhias estrangeiras tornando-se prestadoras de serviços. Todo o petróleo extraído ficaria com o Estado, que pagaria às empresas os custos de produção e uma taxa de utilização de infra-estrutura.

Chiriboga anunciou ontem que a espanhola Repsol-YPF já aceitou assinar o novo acordo. Além disso, afirmou que a francesa Perenco assinou na sexta-feira um acordo para manter por um ano seu atual contrato de participação, que depois desse prazo seria modificado para o de prestação de serviço. Com a decisão, as duas empresas se somam à chinesa Andes Petroleum, que já havia aceitado as reivindicações.

O ministro também advertiu as companhias de que devem normalizar seus níveis de produção, afirmando que foi registrada uma queda de 13% a 20% neste ano. Segundo Chiriboga, a produção caiu 4% entre 2007 e 2008. Ele disse que, na próxima semana, responsáveis de seu departamento visitarão os campos de petróleo das empresas para verificar o motivo da queda.

"Se as empresas não cumprirem as políticas petroleiras do governo equatoriano, teremos de revogar os contratos para que elas saiam do país", afirmou Chiriboga, em clara referência à Petrobrás.

A advertência foi feita dois dias depois de Correa ter afirmado que nacionalizaria o Bloco 18 e expulsaria a estatal brasileira, caso a companhia não assinasse a renegociação. "Eu me reuni com a Petrobrás e chegamos a um acordo muito claro, mas eles estão demorando demais para assiná-lo. Cumpram as exigências ou saiam do Equador", disse no sábado.

O impasse com a estatal ocorre duas semanas depois de Correa ter expulsado do país e apreendido os bens da construtora brasileira Norberto Odebrecht, sob acusação de que a companhia foi responsável por problemas que resultaram na paralisação da hidrelétrica subterrânea de San Francisco, em junho.

O presidente equatoriano também suspendeu os direitos de quatro executivos da empresa e dois deles permanecem abrigados na embaixada brasileira em Quito. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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