O Equador espera que a Petrobras melhore sua oferta na renegociação do contrato que permite a exploração de petróleo na Amazônia, evitando, assim, sua saída do país, disse o ministro de Petróleo, Galo Chiriboga, nesta terça-feira.

"A posição do Equador é que a oferta, acertada de forma preliminar pelos grupos negociadores, não é satisfatória. É preciso fazer com que a oferta da Petrobras satisfaça os interesses da nação", expressou o funcionário, sem especificar qual é a proposta da companhia brasileira, que extrai cerca de 36.700 barris por dia (b/d).

"Não acho que o processo esteja fechado. Ainda há uma possibilidade de que os grupos continuem conversando e cheguem a um acordo", enfatizou Chiriboga, sem descartar a possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do Equador, Rafael Correa, discutam sobre o tema.

"A relação Estado-Estado é importante. Os presidentes sempre podem conversar e buscar resolver esse, ou outros problemas", acrescentou Chiriboga, admitindo que, "se não houver acordo com a Petrobras, teremos de iniciar um processo de término de contrato".

O ministro informou que o Equador chegou a um acordo com a City Oriente para que abandone o país.

"Com City Oriente, chegamos a um acordo para dar por encerrado o contrato", declarou o ministro, depois do fracasso da negociação com essa companhia de origem panamenha e de capital americano, que explora 3.000 b/d.

Ele comentou ainda que "o caso (com a francesa) Perenco é muito mais simples", já que sua oferta é "razoável".

As três companhias fazem parte de um grupo de transnacionais com as quais o Equador abriu uma renegociação dos contratos para ficar com a totalidade do petróleo extraído, em troca do pagamento de royalties e gastos de operação.

Os diálogos também continuam com a Repsol-YPF (Espanha) e a Andes Petroleum (China), que, no esquema atual, deixam uma média de 18% da produção no país, o menor membro da Opep, com cerca de 516.000 b/d.

SP/tt

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