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Equador espera que Brasil revise sua posição sobre caso BNDES

O Equador espera que o Brasil revise sua atitude diplomática sobre a questão envolvendo o empréstimo do BNDES, que levou Brasília a chamar seu embaixador em Quito para consultas, disse nesta segunda-feira a chanceler María Isabel Salvador.

AFP |

"Esperamos que esta posição, oxalá, seja revertida por parte do governo brasileiro, já que não se trata de um conflito entre Estados, não é um problema diplomático; e sim uma questão comercial", revelou a chanceler em entrevista coletiva.

Brasília convocou para consultas seu embaixador em Quito, Antonino Marques Porto, após a decisão do presidente Rafael Correa de iniciar um processo na Corte de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional para não pagar o empréstimo de 243 milhões de dólares tomado com o BNDES para a construção de uma hidrelétrica pelo grupo brasileiro Odebretch.

O BNDES financiou a construção da hidrelétrica de San Francisco, que interrompeu suas operações por falhas técnicas apenas um ano depois da conclusão da obra. Devido ao problema, Correa decidiu expulsar a Odebrecht do país.

Isabel Salvador defendeu a ação equatoriana na Corte Internacional de Arbitragem, garantindo que o processo está previsto nos acordos entre a empresa que tomou o empréstimo e o BNDES.

"O procedimento é absolutamente jurídico e devo ratificar que o Equador também se submeterá à decisão do tribunal", destacou a chanceler, que se disse surpresa com as medidas adotadas por Brasília.

A reação do Brasil "chamou nossa atenção e ficamos sentidos que um tema exclusivamente comercial e entre duas partes, duas empresas, seja levado ao nível diplomático".

Rafael Correa anunciou o calote afirmando que o empréstimo foi concedido à Odebrecht e não ao Equador.

Já o chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirma que o empréstimo do BNDES "é irrevogável". "Pode ter sido gerado por uma obra de infra-estrutura, mas é independente e irrevogável, garantido pelo Convênio de Crédito Recíproco (CCR)".

vel/LR

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