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Equador deu tiro no pé ao questionar dívida com BNDES, diz Amorim

BRASÍLIA - O ministro das relações exteriores, Celso Amorim, disse que o questionamento do Equador em relação à dívida de US$ 243 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi uma espécie de tiro no pé. De acordo com ele, o Brasil é uma das poucas fontes de crédito que o governo de Rafael Corrêa possui.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

"Na minha interpretação o Brasil não foi alvo escolhido, mas foi um dano colateral no processo [de revisão da dívida externa daquela país], pois o Brasil é uma das poucas fontes de crédito que o Equador dispõe", disse. "É uma espécie de tiro no pé", completou.

O ministro também rebateu as críticas feitas pelo Equador à Corte de Arbitragem Internacional. No documento enviado, o governo equatoriano alega que a cobrança de juros sobre juros estipulada no contrato fere a Legislação internacional.

Alega ainda que a Odebrecht fez compras de equipamento no exterior, em países que não participam do Convênio de Créditos Recíprocos (CCR) ¿ mecanismo que os Bancos Centrais assumem garantias dos financiamentos na região - o que fugiria do acordo.

"Juros sobre juros foi contrato firmado e assinado pelo procurador Geral da Fazenda [do Equador] e aprovado pelo Congresso [daquele país]", disse.

Em relação à compra de equipamentos fora do acordo do CCR, Amorim disse que o BNDES só libera os recursos quando há confirmação das empresas envolvidas. Por isso, a seu ver, nenhuma norma foi descumprida.

Em relação à possibilidade de outros Países, como Bolívia, Venezuela e o próprio Paraguai reverem suas dívidas externas e trazerem consequências para o Brasil, Amorim disse que até o momento tudo não passa de especulações.

"Já avisamos aos Países que atitudes semelhantes comprometem a liberação de créditos futuros. Não garanto que não vai acontecer, mas neste momento é pura especulação", disse.

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