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Equador construirá empresa para exportar cimento ao Brasil

Quito, 23 ago (EFE) - O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou hoje um projeto para construir uma nova empresa nacional de cimento, para abastecer o mercado brasileiro, especialmente a cidade de Manaus, no Amazonas.

EFE |

Em seu programa de rádio de sábado, Correa disse que essa obra faz parte de um plano para reativar a indústria pública do cimento que, segundo ele, beneficiará principalmente as comunidades indígenas de seu país.

A nova fábrica de produção de cimento estará localizada na região de Misahuallí, um paraíso turístico na província amazônica de Napo, onde se encontra uma das maiores jazidas de caliças do país.

Essa fábrica poderá atender à demanda nacional, mas também exportar ao Brasil, através do eixo Manta-Manaus, um ambicioso projeto de comunicação viária, fluvial e aérea entre as duas cidades, a primeira na costa equatoriana e a segunda na Amazônia brasileira.

Correa afirmou que, com a fábrica, será possível abastecer Manaus com o produto, pois, segundo ele, a cidade "precisa urgentemente de cimento".

Além disso, disse que o plano de reativação da indústria do cimento prevê o fortalecimento de outras empresas, como a de Guapán e, especialmente, da fábrica Cemento Chimborazo, que deve beneficiar milhares de indígenas pobres do centro andino do país.

O presidente disse que o Governo apoiará o governador da província de Chimborazo, o indígena Mariano Curicama, para que crie um fideicomisso que permita que a fábrica de cimento dessa região passe para as mãos dos camponeses pobres.

Ele ainda disse que, para reativar o setor de cimento, é necessário um parceiro estratégico, possivelmente do exterior, e destacou que, quando conseguir essa associação, uma parte do pacote acionário será vendida para que passe ao fideicomisso dos indígenas.

Correa também lembrou que "milhares de indígenas pobres estão pondo US$ 1 mensal ou US$ 12 anuais" para o funcionamento do fideicomisso, o que supõe a criação de um capital de US$ 1,2 milhão, já que são 100 mil os indígenas acionistas.

"O que queremos é que o Equador seja um país de 13 milhões de proprietários", a população total do país, disse o chefe de Estado ao destacar o plano de reativação da indústria do cimento. EFE fa/ab/db

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