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Equador congelará bens da Repsol e Perenco por causa de dívidas

QUITO (Reuters) - O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse neste sábado que seu governo vai congelar alguns bens da companhia petrolífera espanhola Repsol e da francesa Perenco para obter assim o ressarcimento de dívidas dessas empresas. Correa afirmou que a Repsol e a Perenco devem centenas de milhões de dólares ao país, resultantes de impostos sobre lucros excedentes.

Reuters |

"Como eles não pagaram seus impostos, ordenei medidas coercitivas contra a Repsol e a Perenco", disse Correa em seu pronunciamento semanal na mídia local. "Elas estão tentando nos tratar como uma colônia."

Correa não especificou quais bens o governo poderia congelar na demanda pelo pagamento de impostos. De acordo com a lei equatoriana, medidas coercitivas significam que o Estado tem o direito de se apropriar temporariamente de bens e congelar contas bancárias para forçar uma empresa a pagar dívidas pendentes, disse uma alta autoridade do país à Reuters.

O alto funcionário, que pediu para não ser identificado, afirmou que as empresas ainda precisarão ser notificadas da decisão e terão tempo para quitar seus débitos antes de o governo agir.

Entre seus bens, Repsol e Perenco possuem instalações petrolíferas e participação em um oleoduto privado.

Funcionários locais da Repsol e da Perenco não foram localizados de imediato para comentar o assunto.

(Reportagem de Alonso Soto)

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