O presidente do Equador, Rafael Correa, ordenou a mobilização das Forças Armadas para confiscar os bens e as instalações da hidrelétrica San Francisco e dos outros projetos da construtora Odebrecht no país. A notícia foi divulgada pelo site do jornal equatoriano El Comércio .

Em um decreto assinado hoje em Guayaquil, Correa também proibiu os executivos da Odebrecht de saírem do país. Em nota, a empresa alegou que tentará retomar as operações o mais rápido possível.

Correa decretou emergência nacional para evitar a redução da distribuição de energia no Equador, depois de serem detectadas falhas na central hidrelétrica San Francisco, construída pela Odebrecht, segundo o jornal. O decreto, assinado depois de mais de três horas de reunião entre Correa e seus principais ministros, afirma que a intenção é "evitar um estado de comoção interna, diante da possibilidade de apagões generalizados no território nacional".

Segundo o "El Comércio", a emergência nacional também foi decretada para superar as deficiências dos projetos Toachi-Pilatón, Carrizal-Chone, Baba, Aeropuerto del Tena e todos os outros em que a Odebrecht tem participação.

Na nota divulgada hoje, a Odebrecht afirma que o consórcio de que participa naquele país "continua com seu compromisso" de normalizar a operação da hidrelétrica San Francisco "o mais breve possível". Segundo a empresa, a proposta feita pelo consórcio Odebrecht-Alstom-Va Tech foi "altamente positiva" para o governo equatoriano e "resguarda possíveis perdas da Hidropastaza", proprietária da hidrelétrica.

Entre outros pontos, a Odebrecht afirma que a proposta de acordo feita pelo consórcio envolve "depósito em conta de uma garantia de US$ 43 milhões e contratação de auditoria internacional independente" para determinar as responsabilidades das partes envolvidas.

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