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Equador avalia se paga BNDES após expulsar Odebrecht

QUITO - O presidente do Equador disse nesta quarta-feira que está avaliando se deve ou não pagar o empréstimo de cerca de US$ 200 milhões, concedido pelo banco estatal brasileiro BNDES, relacionado à construtora Odebrecht, companhia que ele expulsou do país no dia anterior.

Reuters |

 

Acordo Ortográfico Na terça-feira, Rafael Correa, ordenou que a Odebrecht suspendesse as operações no Equador. Ele enviou tropas militares para confiscar o terreno ocupado pela construtora, onde estão sendo desenvolvidos projetos no valor de US$ 800 milhões.

O presidente equatoriano afirmou que revisou na noite de terça-feira o relatório final das principais dívidas externas do país com a finalidade de determinar quais empréstimos serão quitados.

"Nós estamos pensando seriamente em não pagar o crédito do BNDES, o Banco de Desenvolvimento do Brasil, que foi concedido através da Odebrecht para construção da hidrelétrica San Francisco", declarou Correa durante entrevista televisiva.

A quantia de quase US$ 200 milhões tem "inúmeras irregularidades... o dinheiro foi dado à companhia, mas aparece como um empréstimo do Brasil ao Equador".

Os projetos da construtora no Equador incluem um pequeno aeroporto regional, a instalação de duas hidrelétricas e um projeto de irrigação rural.

Desde que assumiu a presidência em janeiro de 2007, Correa tem preocupado investidores com a ameaça de não pagar alguns débitos estrangeiros que ele considera que foram estabelecidos sob termos injustos por governos anteriores.

O presidente equatoriano normalmente aprecia bons relacionamentos diplomáticos com o vizinho Brasil, mas frequentemente utiliza medidas nacionalistas para fomentar suporte interno.

Ele enfrenta um referendo no próximo domingo sobre a nova constituição que, se aprovada, pode intensificar seus poderes sob as instituições econômicas e políticas do país.

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