As companhias de petróleo Repsol-YPF da Espanha e Perenco da França aceitaram mudar seus contratos no Equador, que espera uma resposta da Petrobras para completar a renegociação que iniciou um ano atrás para melhorar suas receitas, disse nesta segunda-feira o ministro do setor, Galo Chiriboga.

As duas companhias se somaram à chinesa Andes Petroleum, principal investidor estrangeiro, e modificarão seus atuais contratos de participação, ressaltou o ministro em uma entrevista coletiva à imprensa.

Enquanto isso, o governo espera um acordo com a Petrobras, caso contrário, iniciará o processo para pôr fim ao seu contrato, segundo Chiriboga.

No sábado o presidente Rafael Correa ameaçou nacionalizar os poços nos quais a empresa brasileira extrai cerca de 32.000 barris por dia (b/d) caso se recuse a aceitar a proposta do governo equatoriano.

A Perenco aceitou a modificação, o que faz que o contrato de participação (que deixa 18% da produção para o Equador) passe para o de prestação de serviços (que permitirá à nação capitalizar a produção de cru em troca do pagamento de custos de operação e de uma margem dos lucros).

Acrescentou que a Perenco (com 30.000 b/d) se comprometeu a assinar o novo contrato em um ano, enquanto que a Repsol-YPF (com 60.000 b/d) indicou que está pronta para fechar a negociação.

Chiriboga disse que resta apenas fechar a negociação com a Petrobras, fazendo um apelo para que a brasileira aceite as condições estabelecidas pelo governo do Equador.

O ministro considerou que a Petrobras "prolongou de forma incompreensível a negociação" depois de ter aceitado a proposta equatoriana em agosto.

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