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O Plano Decenal de Energia 2010-2019 projeta um crescimento de 5,1% ao ano na carga de energia elétrica no período, o que gera uma necessidade de agregar 3.333 novos megawatts (MW) médios por ano ao sistema.

O Plano Decenal de Energia 2010-2019 projeta um crescimento de 5,1% ao ano na carga de energia elétrica no período, o que gera uma necessidade de agregar 3.333 novos megawatts (MW) médios por ano ao sistema. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) planeja retomar as licitações de hidrelétricas evitando a construção de qualquer nova usina térmica a partir de 2014 (apenas as já contratadas serão construídas). Para isso, prevê a construção de 35.245 MW em novas usinas hidrelétricas até 2019.

Deste total, 21.847 MW referem-se a projetos já contratados, como as usinas do Rio Madeira (RO) e Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O restante ainda será licitado. A nova oferta virá de 39 novas usinas, 20 delas com início de operações previsto entre 2014 e 2016. Os projetos de maior capacidade estão na Região Norte, incluindo aí as usinas plataforma do Rio Tapajós - a primeira delas, São Luiz do Tapajós, com 6.133 MW de potência, deve ser licitada já no ano que vem.

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, acredita que haverá menos problemas no licenciamento de térmicas do que no passado, uma vez que os projetos são mais bem estruturados e há "uma postura mais proativa" dos órgãos de licenciamento ambiental.

A Região Nordeste deve ter seu potencial hidrelétrico esgotado já em 2016, com a construção das usinas do Rio Parnaíba. Depois disso, não há mais hidrelétricas previstas na região.

Além das hidrelétricas, a EPE conta com fontes alternativas de energia, que serão responsáveis por uma potência adicional de 14.655 MW no período. O plano decenal conta também com a construção da usina nuclear Angra 3, com entrada em operação prevista para 2015 e potência de 1.405 MW.

Demanda

Do lado da demanda, o crescimento industrial será de 4,7% no período. Já o consumo de residências e comércio terá alta de 4,5% e 6,1%, respectivamente. Tolmasquim disse que, no final da década, o consumo residencial atingirá níveis equivalentes aos verificados antes do racionamento de 2001. O plano conta também com uma economia de energia de 23,3 TWh em 2019, por conta de melhorias em processos industriais. O volume é equivalente a uma hidrelétrica de 5 mil MW. O plano conta também com a construção de 36.797 quilômetros de linhas de transmissão de energia até 2019, o que representa um crescimento de 38% com relação ao verificado atualmente.

Investimentos

O setor de energia brasileiro terá investimentos de R$ 951 bilhões até 2019. A projeção é do Plano Decenal de Energia 2010-2019. Do total de investimentos, 70,6% ou, R$ 672 bilhões, serão destinados às áreas de petróleo e gás, em atividades de exploração, produção e refino. Outros R$ 214 bilhões (22,5% do total) são projetados para a geração e transmissão de energia elétrica.

Segundo a EPE, esse aporte é fundamental para garantir o crescimento da economia de 5,1% ao ano na década. Já a oferta de biocombustíveis líquidos (etanol e biodiesel) receberá R$ 66 bilhões em investimentos, volume que equivale a 6,9% do total previsto no plano decenal.

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