O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse hoje que o leilão de energia produzida por fontes renováveis, que seria realizado no fim de junho, deve ser adiado para o fim de agosto. Hoje pela manhã, a Aneel retirou de pauta a votação do edital do leilão, mas ainda não marcou uma nova data.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse hoje que o leilão de energia produzida por fontes renováveis, que seria realizado no fim de junho, deve ser adiado para o fim de agosto. Hoje pela manhã, a Aneel retirou de pauta a votação do edital do leilão, mas ainda não marcou uma nova data.

Segundo Tolmasquim, o adiamento foi provocado por dois motivos. Primeiro, a grande quantidade de projetos inscritos. A EPE ainda não teve tempo para analisar todas as documentações apresentadas. "Vieram muitos projetos. São 14 mil megawatts de oferta, em mais de 500 empreendimentos", disse Tolmasquim, ao chegar à Câmara dos Deputados para participar de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente sobre energia eólica. Neste leilão, será negociada energia produzida por usinas de biomassa, centrais eólicas e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Outro motivo que levou ao adiamento foi a possibilidade de o leilão de fontes renováveis gerir não apenas para aumentar a energia de reserva, mas também atender a demanda de 2013. Desse modo, o leilão de fontes limpas seria equivalente a um leilão chamado A-3. Nesses leilões são contratados megawatts produzidos por novas usinas para atender o crescimento da demanda das distribuidoras em um prazo de três anos.

Já a energia de reserva, que seria a destinação inicial desse leilão, é uma espécie de sobra que fica à disposição do sistema para ser acionada, de acordo com a variação dos preços. "Se fizermos um A-3 com as fontes renováveis, podemos evitar que a demanda de 2013 seja atendida por térmicas", disse Tolmasquim. Ele ressaltou, entretanto, que não há nenhuma decisão nesse sentido e que o tema está sendo estudado.

O leilão de fontes renováveis será exclusivo para as centrais eólicas, usinas de biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

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