O consumo de energia elétrica atendido pelo Sistema Elétrico Nacional atingiu 33.327 GWh em agosto, o maior montante do ano, informou hoje a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O volume representa um aumento de 6,4% sobre igual mês de 2007. As regiões Sudeste e Centro-Oeste revelaram os maiores crescimentos, cabendo destacar o aumento do consumo de eletricidade no estado de São Paulo, de 6,4% - melhor resultado em 2008.

De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela EPE, mais uma vez o consumo comercial impulsionou o resultado, apresentando a maior elevação dentre as principais classes de consumo. O segmento comercial aumentou em 10,5%, seguido do residencial, 7% e industrial, 5,3%.

No acumulado de 2008, o crescimento do consumo de energia elétrica atingiu a 4,2% e nos últimos 12 meses, a 4,9%. No segmento industrial, o acumulado de 2008 encerrou agosto em 3,6% e nos 12 meses completos em agosto , 4,8%. A EPE destacou que no período entre janeiro e agosto, a região Sul apresenta o maior aumento relativamente a 2007 e acima da média nacional.

A expansão de 5,2% no período vem sendo puxada pelo segmento industrial, que tem sustentado consistente recuperação. A EPE lembrou em nota à imprensa que, segundo o IBGE, a produção industrial nos estados do Sul tem apresentado resultados positivos expressivos, com destaque para o Paraná e Rio Grande do Sul, que registram taxas acumuladas em 12 meses encerrados em julho de 9,3% e 5,4%, respectivamente.

No Paraná, o consumo industrial consolida expansão da ordem de 9%. No Rio Grande do Sul, o crescimento do consumo da classe apresenta-se menor (cerca de 4%), com influência da parada para manutenção em grandes cargas do Pólo Petroquímico de Triunfo. Em Santa Catarina, o consumo industrial acumula acréscimo de 7%, com desempenho positivo na maioria dos setores produtivos Considerando todo o Brasil, a EPE aponta que além da região Sul, no Sudeste houve expansões, destacando-se os avanços registrados em Minas Gerais e São Paulo.

"O desempenho da classe industrial poderia ter sido melhor não fosse a redução do consumo registrada em Goiás, devido a maior utilização de co-geração de energia por uma grande indústria. Isto diminuiu o seu consumo de energia elétrica atendido pela rede", informou a EPE.

Já no consumo residencial, segundo a EPE, teve taxas acima da média nacional nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. "Contribuíram para a expansão, dentre outros fatores, os programas de combate a perdas comerciais implantados por diversas concessionárias, a realização de reclassificação de consumidores de outras classes para a residencial em algumas distribuidoras que atuam na região Sudeste e também a ocorrência de temperaturas elevadas, principalmente em estados do Centro-Oeste e em São Paulo."

O consumo médio por residência assinalou elevação de 3,4%, ficando em 147,5 kWh/mês na média dos valores mensais de janeiro a agosto. No período de um ano, 1,785 milhão de novas unidades consumidoras residenciais passaram a ser atendidas através da rede, aumentando o total de clientes residenciais em 3,5%. Ainda segundo a EPE, a alta no segmento comercial foi generalizada, com taxas no patamar de 12% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste que, juntas, representaram 64% do total da classe.

Dentre os Estados onde foram observados aumentos significativos, sobressaíram-se São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em alguns Estados houve um aumento no número de dias faturados em comparação a agosto de 2007, o que contribuiu para elevar as taxas de crescimento tanto do segmento comercial quanto do residencial. A alta acumulada de 10,6% nas vendas do comércio varejista de janeiro a julho deste ano (dado do IBGE) e a expansão das operações de crédito do sistema financeiro, que foi de 31,8% em doze meses findos em agosto (segundo o Banco Central), ajudaram a manter a trajetória de incremento das atividades do segmento comercial ao longo do ano.

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