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Envio milionário para Lehman Brothers paralisa estatal alemão

Frankfurt (Alemanha), 18 set (EFE).- A transferência milionária realizada pelo grupo financeiro alemão KfW ao Lehman Brothers após o anúncio da falência da entidade americana pôs em interdição as práticas do banco público e a eficácia de seu controle interno.

EFE |

O conselho de administração do KfW, formado por vários grupos parlamentares e os Ministérios de Finanças e Economia alemães, se reúne hoje para pedir "explicações" ao diretor-executivo do banco estatal, Ulrich Schröder, que exerce o cargo há duas semanas.

O KfW fez uma transferência de 300 milhões de euros para o Lehman Brothers na segunda-feira, quando já se sabia que o banco americano estava quebrado.

Aparentemente, a operação foi realizada automaticamente, pois tinha sido programada dias atrás no computador, uma falha técnica que transformou o KfW no "banco mais idiota do mundo", segundo a manchete da primeira página do jornal alemão "Bild".

No entanto, a classe política não pode permitir tanto esbanjamento de humor, pois essa falha de conseqüências milionárias se soma a uma série de perdas em operações de alto risco alheias à idiossincrasia do banco estatal.

A crise financeira internacional evidenciou que, apesar do caráter e das obrigações do banco, suas filiais sucumbiram à tentação das operações de alto risco.

A reunião do conselho de administração do KfW que acontece hoje na sede do Bundestag (Parlamento alemão) deve se prolongar por horas, pois segundo os líderes políticos que participarão do encontro, é necessário reformular o banco e estudar possíveis reformas.

"A atuação do KfW é irresponsável. As explicações aqui são mais que necessárias", declarou antes do encontro o ministro da Economia alemão, Michael Glos, que assim como o titular de Finanças, Peer Steinbrück, está disposto a pedir "conseqüências pessoais".

Na reunião, deve ser aprovada por maioria a criação de uma comissão de investigação que esclareça os 300 milhões de euros transferidos para o Lehman Brothers e que revise o mecanismo de funcionamento interno do banco com a finalidade de corrigi-lo.

A direção do KfW afirmou que fará o possível para reaver esse dinheiro, no pior dos casos, a metade. EFE cv/wr/rr

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