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ENTREVISTA-Minas da Índia fecham com queda nas exportações

Por Sourav Mishra e Swati Pandey MUMBAI (Reuters) - As exportações de minério de ferro da Índia perderam força em outubro, despencando conforme a demanda da China, principal país comprador, diminui. E algumas minas do país estão sendo fechadas, segundo uma autoridade do setor.

Reuters |

Além disso, as vendas em 2008/09 podem cair 45 por cento, para menos de 60 milhões de toneladas, segundo Rahul Baldota, presidente da Federação das Indústrias de Minério da Índia.

As minas estão fechando e a redução de postos de trabalho está sendo discutida, à medida que a desaceleração global da demanda por minério de ferro, motivada pela crise de crédito e a provável recessão, profunda-se em importantes economias.

As exportações de minério de ferro em outubro recuaram quase 60 por cento em relação ao mesmo mês no ano passado, para 3,9 milhões de toneladas, afirmou Baldota à Reuters, em uma entrevista nesta sexta-feira.

"A desaceleração da demanda está pressionando todo mundo. A questão é por quanto mais tempo conseguiremos continuar", disse ele.

A redução do interesse por minério de ferro pela China, que compra cerca de 75 por cento das exportações anuais da Índia, em torno de 100 milhões de toneladas, afetou as mineradoras domésticas, declarou Baldota.

Várias companhias cortaram a produção e pequenos players fecharam as portas, já que as negociações de minério de ferro no atual preço de 55 dólares a toneladas (base FOB) eram impossíveis, relatou o presidente.

"Nós já temos duas minas fechadas... aconteceu muito rápido. Mesmo no patamar de 55 dólares, os compradores chineses não estão mostrando nenhum interesse", revelou.

"As minas estão funcionando em apenas um turno contra três anteriormente. Elas estão falando agora sobre redução de despesas", completou ele.

As mineradoras indianas venderam minério de ferro por 140 dólares a toneladas entre maio e junho, antes da turbulência financeira.

Os preços do produto, matéria-prima para a produção de aço, alcançaram o recorde de mais de 160 dólares por tonelada neste ano.

A alta foi resultado da forte demanda por parte de siderúrgicas que concordaram em comprar o minério por um valor quase duas vezes maior em relação ao ano anterior.

Mas, como a crise financeira dificultou as atividades econômicas globalmente, as gigantes de aço anunciaram cortes na produção, reprimindo a demanda por minério de ferro.

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