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ENTREVISTA-Mais países estão precisando de ajuda, diz Zoellick

Por Lesley Wroughton WASHINGTON (Reuters) - Nas últimas semanas, mais países em desenvolvimento recorreram ao Banco Mundial por causa da escassez global de crédito, disse na terça-feira o presidente da entidade, Robert Zoellick, num sinal de que a crise econômica se alastra cada vez mais.

Reuters |

De acordo com Zoellick, a estimativa do Banco Mundial é de que o comércio global caia em 2009 pela primeira vez desde 1982, devido às restrições globais ao crédito.

"O que estamos vendo é que o declínio não se deve apenas a uma redução da demanda, embora isso vá acontecer, mas nossa estimativa grosseira é de que cerca de 80 por cento do declínio se deva a problemas do crédito", disse ele numa entrevista à Reuters.

Ele citou o índice Baltic Dry, que serve de parâmetro para a oferta e procura de materiais básicos de navegação, e perdeu cerca de 90 por cento desde meados do ano. "São quedas impressionantes", afirmou Zoellick.

Nos últimos meses, os países emergentes estão sendo pressionados pela fuga de investidores, em meio a temores de uma recessão global. O problema para muitos deles é a dificuldade de acesso ao crédito, pois muitos bancos estão acumulando capital e recusando-se a emprestar para outras instituições financeiras.

Essa perspectiva negativa para o mundo em desenvolvimento se reflete na forte redução da expectativa de crescimento do Banco Mundial para esses países em 2009, de 6,4 por cento projetados em junho para 4,6 por cento.

O Banco Mundial também previu uma retração de 0,1 por cento nas economias desenvolvidas em 2009. A projeção anterior era de um crescimento de 2 por cento.

Neste ano, de acordo com Zoellick, a previsão do Banco Mundial é emprestar 35 bilhões de dólares - bem acima dos 13,5 bilhões de 2007.

"Estamos tentando fornecer recursos, mas estamos tentando dirigi-los para necessidades específicas, seja de infra-estrutura, desenvolvimento social ou financiamento comercial, e isso também é uma forma de atrair doadores", acrescentou.

"Antes, provavelmente teríamos aumentado nossos empréstimos de 13,5 bilhões de dólares em alguns poucos bilhões de dólares..., mas o que vimos ao longo do último mês, literalmente nos últimos dias, é que estamos tendo grandes países vindo até nós", afirmou, citando México, Indonésia e Colômbia, que estariam preocupados com seu acesso ao financiamento para projetos de desenvolvimento, e por isso recorreram a um fundo de contingência do Banco Mundial.

No geral, Zoellick disse que o Banco Mundial está preparado para oferecer até 100 bilhões de dólares adicionais em empréstimos para economias emergentes nos próximos três anos, para conter os efeitos da crise.

O organismo poderia oferecer também até 42 bilhões de dólares em doações e empréstimos subsidiados para países mais pobres, que podem não ser diretamente afetados pela crise financeira, mas sentirão o impacto da desaceleração econômica global, segundo ele.

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