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ENTREVISTA-Índia duvida de retomada de Doha até novembro

Por Daniel Bases NOVA YORK (Reuters) - A Índia não acredita que haverá avanços nas negociações comerciais globais antes das eleições presidenciais norte-americanas em novembro, disse à Reuters o vice-ministro indiano da Indústria, Ashwani Kumar.

Reuters |

A Rodada de Doha foi iniciada há sete anos, com o objetivo de promover uma abertura comercial global, mas, após inúmeras idas e vindas, sofreu um colapso em julho, principalmente devido a disputas entre países ricos e pobres por causa de subsídios e tarifas agrícolas e da abertura de mercados a um maior comércio de bens manufaturados.

'Infelizmente, o cronograma de novembro, não vejo como qualquer parte possa estabelecer qualquer cronograma, porque todo mundo terá de fazer concessões. Num ano eleitoral, todos sabemos que os governos não fazem concessões', afirmou Kumar.

As eleições norte-americanas serão em 4 de novembro, e a Índia terá eleições gerais até maio de 2009.

Na terça-feira, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, disse numa reunião da Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento) que representantes dos principais países podem ser convocados a voltar a Genebra nas próximas semanas para tentar retomar o processo.

Kumar disse que nunca perderia a oportunidade de um avanço, mas mostrou-se cético.

'Qualquer coisa que pareça ser uma traição ou possa ser mal entendida como uma traição não acontecerá. O momento tem de ser o correto. A declaração tem de ser certa', afirmou.

A gota d'água na reunião de julho em Genebra foi a discordância entre EUA, Índia e China sobre um 'mecanismo especial de salvaguardas' para proteger pequenos agricultores de países pobres em caso de surto de importações.

Kumar disse que a Índia está se empenhando em promover a retomada das negociações, mas foi cauteloso. 'Quaisquer novas concessões da Índia, se houver, terá de aguardar novas concessões do resto do mundo', disse.

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