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ENTREVISTA-Equador será responsável sobre dívida, diz ministra

Por Alexandra Valencia MACHALA, Equador (Reuters)- O Equador atuará com responsabilidade no serviço de sua dívida externa enquanto determina uma linha de ação em relação aos casos de ilegitimidade de seus passivos, que deverão ser reparados de acordo com o que competir ao país, disse neste sábado a ministra equatoriana das Finanças, María Elsa Viteri.

Reuters |

As autoridades esperam o informe definitivo de uma comissão governamental, estabelecida em 2007 para auditar a dívida externa do país, de cerca de 10 bilhões de dólares, a fim de adotar as ações legais e "reparar" os processos de endividamento observados.

"Nós vamos agir como compete a qualquer Estado responsável. Não vou dizer se vamos declarar ou não nulidades porque estamos analisando. Agora, o país é soberano e vai atuar de acordo com os fatos, ao que for correspondente", disse Viteri em entrevista à Reuters.

"O ideal para o Equador seria que as coisas fiquem em seu lugar", acrescentou a ministra, em um encontro dos presidentes do Equador e Peru na cidade equatoriana de Machala.

Em um informe preliminar a comissão afirmou que os bônus Global 2012 e 2030 e créditos bilaterais e multilaterais negociados por governos anteriores haviam sido definidos em termos fraudulentos ou lesivos aos interesses do país.

O processo desencadeado pelo Equador despertou a preocupação de investidores sobre a possibilidade de o país incorrer em processos unilaterais depois das análises da comissão de auditoria.

As autoridades esperam para o mês que vem o relatório final da auditoria, o qual incluiria recomendações para uma decisão final do presidente Rafael Correa, que conta com um novo marco constitucional sobre a questão.

A nova Constituição do Equador reconhece a "ilegitimidade" como um mecanismo de avaliação para a contratação de uma dívida. Desde que assumiu o cargo no mês passado, Viteri evitou pronunciar-se sobre a questão da dívida. Na entrevista ela disse também que o país esperará os resultados da auditoria para tomar decisões sobre o reperfilamento de seus passivos.

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