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O francês Guillaume Couzy está em sua terceira passagem pela Peugeot do Brasil. De 1993 a 1994 ele foi chefe de Propaganda e, entre 2001 e 2005, diretor de Marketing.

O francês Guillaume Couzy está em sua terceira passagem pela Peugeot do Brasil. De 1993 a 1994 ele foi chefe de Propaganda e, entre 2001 e 2005, diretor de Marketing. Desde o dia 15 de abril este parisiense ocupa a presidência da empresa no País e é responsável por contribuir com um plano ambicioso da matriz: fazer a marca passar da décima para a sétima posição em vendas globais até 2015. No País, sua expectativa é crescer 34% até o fim do ano. Durante o lançamento da picapinha Hoggar, na semana passada, o executivo, de 40 anos, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal do Carro. A Hoggar (que chega às lojas no dia 15 a partir de R$ 31.400) deve roubar mais clientes de Fiat Strada ou VW Saveiro? Um pouco das duas. Mas creio estarmos mais perto da Saveiro. No ano que vem começam as vendas do 3008 híbrido na Europa. Há planos de vender esse tipo de carro no Brasil? Não, porque a tecnologia híbrida da Peugeot combina motores a diesel com elétricos. No Brasil, a lei não permite a venda de carros de passeio movidos a diesel. O presidente mundial da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, disse recentemente que a indústria brasileira de veículos é composta de mulas e não cavalos, referindo-se aos carros defasados que são líderes de vendas aqui. Você concorda? Como a Peugeot se prepara para competir com esses carros? Não afirmaria que só há mulas no Brasil. Isso foi uma realidade por aqui nos anos 90, talvez. Mas a indústria nacional evoluiu muito. Claro que há modelos defasados que ainda vendem bem, mas a Peugeot não tem a pretensão de concorrer com esses veículos. Focamos nos segmentos em que a modernidade do produto pesa muito na decisão de compra. O 3008 virá para ocupar o lugar da perua 307 SW, cuja importação foi suspensa? Ainda estamos estudando como vamos posicionar o 3008. É um crossover, modelo ainda raro por aqui, e queremos analisar com calma. Pode ser que ele ocupe um pouco do espaço deixado pela 307 SW, mas por pouco tempo. E a linha 308 (que será feita na Argentina e substituirá a 307)? Estamos investindo primeiro no sedã (408). É preciso deixar claro que o hatch 307 ainda tem, pelo menos, um ano e meio de vida no mercado nacional.

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