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Entregas em ritmo reduzido

Preocupações ambientais, aliadas aos custos de combustível, começam a mudar o comércio internacional. Empresas de várias partes do mundo estão orientando capitães de navios que transportam bens entre portos a simplesmente reduzir a velocidade das travessias.

AE |

Preocupações ambientais, aliadas aos custos de combustível, começam a mudar o comércio internacional. Empresas de várias partes do mundo estão orientando capitães de navios que transportam bens entre portos a simplesmente reduzir a velocidade das travessias. A dinamarquesa Maersk foi a primeira gigante do setor de transporte a adotar a medida. Hoje, levar algo da China à Alemanha leva uma semana a mais do que era o percurso há alguns meses. No total, mais de 200 embarcações já seguem a linha de reduzir a velocidade. Na Maersk, a ideia de reduzir a velocidade dos navios já surgiu há dois anos, quando o preço do petróleo atingia seu ponto recorde. Desde então, o cálculo da empresa é de que o consumo já caiu em 30%, pelo menos nas rotas principais. Agora, a constatação é de que a redução de emissões também atingiu o mesmo patamar. A constatação da empresa, apresentada a seus acionistas, é de que transportar produtos com rapidez nem sempre pode ser ecologicamente ou economicamente justificado. Se, antes a publicidade era baseada em garantias de que produtos seriam entregues no período mais curto de tempo, algumas companhias já ousam hoje anunciar que seu transporte é o mais ecológico. Nos últimos anos, o transporte marítimo se transformou em um termômetro do comércio internacional. Não por acaso, em 20 anos, o transporte de mercadorias foi multiplicado por oito. Com a expansão da China no mercado internacional, contêineres chegaram a faltar em 2007. Junto com esse fenômeno, a emissão de CO2 por barcos também explodiu. Um estudo feito pela consultoria holandesa CE Delft indica que o setor de transporte marítimo já é responsável por 3% das emissões de CO2 no mundo. O estudo confirma que uma redução na velocidade dos barcos reduziria as emissões e o consumo de combustível. "Entre 2010 e 2012, uma redução de 30% de emissões pode ser obtida apenas com a redução da velocidade, sem modificar equipamentos", alertou o estudo. O motivo principal é que, com uma velocidade menor, a fricção entre o barco e o mar seria menor e, portanto, os gastos de energia também. O estudo mostra que uma série de empresas resistiram em ver a redução da velocidade como uma forma de transportar as mercadorias em um mundo competitivo. Para muitas, a rapidez nas entregas é o que as diferencia da concorrência. Mas a ideia começa a ganhar a simpatia de algumas empresas. No total, 220 embarcações de grande porte já adotam a estratégia e baixaram sua velocidade média de 25 nós para 20 nós em alto mar. A Maersk foi além e reduziu, em alguns casos, para apenas 12 nós. Clientes fixos das empresas agora estão em negociações com muitas delas para determinar quais tipo de produtos poderiam ser entregues em um prazo mais amplo, permitindo que novas embarcações entrem no programa de redução de velocidade.
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