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Entre Araraquara e Matão, estrada particular cobra R$ 4

Centenas de caminhoneiros utilizam diariamente um pedágio alternativo, em estrada rural, em área privada, para fugir do pagamento de tarifas da praça do km 281 da Rodovia Washington Luís, entre Araraquara e Matão, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A base da praça é um trailer (que armazena cervejas e refrigerantes para venda), com uma corda, usada como cancela pelos funcionários, que alternam os turnos de trabalho.

Agência Estado |

São cobrados R$ 1 para veículos de passeio e R$ 4 para qualquer caminhão. Na praça de pedágio administrada pela concessionária Triângulo do Sol, a tarifa é de R$ 10,40 por carro de passeio e de até R$ 72,80 para um caminhão com sete eixos.

Sitiantes vizinhos reclamam do barulho e, principalmente, da poeira intensa, dia e noite. A prefeitura afirma que nada pode fazer, pois a cobrança é feita em área particular, mas estuda encaminhar o caso ao Ministério Público Estadual. A Triângulo do Sol vai analisar o caso para tomar providências sobre a rota de fuga.

O pedágio alternativo não é recente. "Funciona há mais de dez anos", afirma Paulo Stuchi, dono da Fazenda São Caetano. Numa semana, ele administra o pedágio em sua propriedade; na seguinte, é a vez de José Bento dos Santos comandar a arrecadação na Fazenda Ouro Verde, a menos de dois quilômetros dali. Stuchi despista e diz que passam pelo local menos de cem caminhões por dia. Um dos vizinhos diz que mais de mil caminhões trafegam diariamente por ali. Em cerca de duas horas, ontem, a reportagem contou pelo menos 80 caminhões (na maioria, carretas carregadas) passando no local.

Vladimir César da Silva, de Matão, dirige uma carreta que transporta açúcar de Santos quatro vezes por semana e usa sempre o desvio. "É uma boa alternativa (econômica), e faço o percurso há uns 12 anos", comenta o caminhoneiro.

Segundo o gerente de operações da Triângulo do Sol, Hermann Karl Semmelroth, a maior intensidade na fuga do pedágio da rodovia que administra teria ocorrido nos últimos três meses, após a reforma da ponte da estrada municipal. Ele diz que rotas alternativas sempre ocorrem, mas em volume baixo.

Livre iniciativa

Stuchi, que cultiva cana-de-açúcar e cria gado, diz que pode fazer o que quiser em sua propriedade e que os denunciantes teriam feito lombadas indevidas em estrada municipal. Segundo ele, o valor da tarifa é fixo, só para a manutenção da estrada.

Antonio Francisco Saihago, dono do Sítio Banhadinho, nasceu ali, mas há dois anos mudou com a família para a cidade. Motivo: o excesso de poeira e a alergia dos parentes. "Precisei abandonar o que é meu", lamenta Saihago. "A prefeitura tira o corpo fora, e alguém tem de tomar alguma providência."

Luiz Maia da Silva arrendou o sítio de Saihago há dois anos e também não suporta a poeira e o barulho dos caminhões.

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