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Entidades querem tornar Brasil um polo internacional de negócios

SÃO PAULO - A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), a Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM & FBovespa) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançaram hoje a Brain (Brasil Investimentos & Negócios), uma associação que nasce com o objetivo de transformar o país em um polo para investimentos e negócios na América Latina. Dentro do projeto, está a ideia da bolsa de transformar São Paulo na porta de entrada para investimentos em ativos negociados na América Latina, na esteira de acordos de conectividade com outras bolsas da região. Hoje, a conexão de centros financeiros globais com o mercado latino-americano se dá a partir de uma estrutura radial - ou seja, é feita individualmente com cada bolsa da região. O propósito da Brain é desenvolver um modelo em que centros financeiros regionais espalhados pelo mundo - com principal foco na Ásia - possam negociar ativos da América Latina a partir de um único polo, situado no Brasil. Nesse sentido, a bolsa paulista buscará acordos para formar uma rede que ligará São Paulo com os mercados na Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México. Tudo isso dependerá das negociações com as autoridades reguladoras e bolsas desses países.

Valor Online |

Durante evento que marcou o anúncio da Brain, Edemir Pinto, presidente da BM & FBovespa, informou hoje que as conversas com o Chile são as mais adiantadas e um acordo com o país deve sair em um prazo de 90 dias.

De acordo com o executivo, o sucesso da nova associação dependerá muito dos governos, dado que o projeto caminhará junto com a evolução dos regimes de regulação dos mercados.

"Queremos formar um polo para dar condições de acesso mais fácil (ao mercado da América Latina) para outros países", assinalou o executivo. "O mundo hoje não tem mais muros", acrescentou.

Para Edemir Pinto, a integração garantirá maior liquidez aos negócios da bolsa paulista, ajudando, principalmente, as pequenas e médias empresas, que terão condições mais favoráveis para levantar recursos no mercado de capitais.

Durante apresentação da associação à imprensa, Paulo de Sousa Oliveira Jr., que assumiu o cargo de diretor-geral da Brain, apontou que o Brasil é hoje um pólo local de negócios, mas com vocação para se tornar um polo internacional regional, a exemplo de Hong Kong e Cingapura, que abarcam diversos produtos financeiros de suas regiões geográficas.

"Já existem condições de termos um polo internacional com aquilo que temos hoje", afirmou o executivo, citando que a crise comprovou que o Brasil tem um dos sistemas financeiros mais sólidos do mundo.

Somando-se a isso, a associação avalia que o país tem uma economia estabilizada e um ambiente institucional e político estável e democrático, além de mostrar oportunidades de negócios em infraestrutura, agricultura e turismo.

Os planos da Brain são ambiciosos e não envolvem apenas o setor financeiro. Outro propósito do grupo é fomentar a internacionalização das empresas brasileiras, além de apoiar medidas que reforcem sua competitividade, como aperfeiçoamento do sistema tributário.

O grupo promete incentivar pesquisas e estudos, patrocinar fóruns de discussão e coordenar esforços e iniciativas de diversos setores e áreas.

A associação já elencou 80 iniciativas a serem tomadas. Segundo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa, todos se beneficiarão, mas o projeto é de longo prazo, com resultados previstos entre 5 e 10 anos. "Mesmo assim, é um projeto viável", disse.

A Brain já teve a adesão de 12 instituições, incluindo bancos, Fiesp, Firjan e Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Cada associado fará ao grupo uma contribuição anual de R$ 1 milhão durante 3 anos.

(Eduardo Laguna | Valor)

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