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Entidades pedem redução de gorduras e açúcar já em 2009

Alimentos industrializados que podem fazer mal à saúde das crianças deverão sofrer redução drástica nos teores de gorduras, açúcar e sódio até dezembro de 2009, concluiu ontem um painel de médicos e entidades de defesa dos consumidores reunido em São Paulo para debater o tema. O documento, que será levado ao Ministério da Saúde, é assinado pela Associação Paulista de Medicina, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Promotoria de Justiça do Consumidor de SP, Sociedade de Pediatria de SP, Instituto Alana, Associação Brasileira de Nutrologia, Fundação Oswaldo Cruz e pelas áreas de Endocrinologia e Segurança Alimentar da Universidade Federal de São Paulo.

Agência Estado |

Segundo os representantes das entidades, o posicionamento é uma forma de pressionar o governo federal a tomar uma atitude sobre o tema. "Acreditamos que as mudanças podem ser feitas em um curto espaço de tempo porque lá fora a indústria já adota padrões melhores", afirmou Maria Inês Dolci, coordenadora da Pro Teste.

Em julho deste ano, o Ministério da Saúde realizou fórum sobre alimentação saudável com a indústria e entidades dos consumidores. O foco também eram os restrições a altos índices de açúcar (fator de risco para diabete) e sódio (que pode levar à hipertensão). A pasta prometeu ainda medida para em cinco anos banir a gordura trans, que causa redução do colesterol "bom" e traz riscos cardiovasculares. Até agora, no entanto, não houve mudanças.

Também a Anvisa concluiu em abril deste ano consulta pública sobre restrições aos comerciais de alimentos infantis, como alertas sobre produtos gordurosos, o que é apoiado pelas entidades médicas e de consumidores. Mas a regulamentação ainda está em discussão.

Somente ontem o órgão divulgou o primeiro balanço da consulta, que apontou um placar apertado: de 125 contribuições gerais realizadas, 63 foram favoráveis e 62 contra. Agora, o tema será alvo de audiência pública e depois ainda terá de passar pelo aval da diretoria da agência.

Segundo a proposta da Anvisa, terão restrições comerciais de produtos com níveis de açúcar a partir de 15 g por 100 g (ou 7,5 g por 100 ml), níveis de gordura trans a partir de 0,6 g para 100 g e níveis de sódio a partir de 400 mg por 100 g.

Dados do ministério apontam que o consumo de gorduras pela população extrapolou em 30% o recomendado e o de sal deveria ser reduzido à metade - cerca de 260 mil mortes por ano poderiam ser evitadas com alimentação saudável.

A pasta informou ontem que o segundo encontro sobre alimentação saudável da ocorrerá no fim do mês e que não haverá novidades antes disto. A Associação Brasileira das Indústria de Alimentos informou estar recolhendo sugestões.

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