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Entidades criticam BC após novo aumento de juros

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota à imprensa após o anúncio de que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou em 0,75 ponto porcentual a taxa básica de juros, levando a Selic para 13,75% ao ano, e chamou de burra a decisão do Banco Central. Errar é humano.

Agência Estado |

Mas persistir no erro é burrice", diz o texto da nota.

A Fiesp lembra que, antes da reunião anterior do Copom, em julho, já havia alertado que no caso brasileiro não se tratava de uma inflação interna, mas sim importada do exterior em razão dos preços das matérias-primas (commodities) internacionais, particularmente alimentos. "Os preços caíram lá fora, a inflação se acomodou aqui no Brasil", explica a nota da Fiesp.

Mas "o governo repete a dose hoje, mantendo-nos como uma das maiores taxa de juros do planeta", critica a federação. "De nada adianta falarmos de políticas de desenvolvimento, de resgate da dívida social se, cada vez mais, pelo ralo da dívida interna escoa a fatura perversa de crescentes aumentos de juros. E o pior, sem a menor necessidade", afirma na nota o presidente da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Paulo Skaf.

CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também criticou a decisão do Copom. Para a central, o resultado positivo do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, divulgado hoje pelo IBGE, ocorreu mesmo com a "fixação" do BC e do Copom em "querer frear o ritmo de expansão do crescimento e sufocar as possibilidades de um ciclo de desenvolvimento sustentável".

A CUT considerou "irônico" que a elevação do PIB não tenha trazido uma explosão inflacionária, o que contraria o discurso do Copom. A central sindical citou o Índice do Custo de Vida divulgado ontem pelo Dieese, de 0,32% em agosto, com queda acentuada dos alimentos, para ilustrar sua posição.

Ibef

Para diretores do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), a decisão do Copom foi "previsível e conservadora". O presidente do Conselho de Administração do Ibef-SP, Walter Machado de Barros, afirmou que o BC "tem sido conservador em momentos de incerteza. Nossa pesquisa detectou que a maior parte dos executivos de finanças não acreditava que, desta vez, pudesse ser diferente".

Indústria gráfica

O aumento da taxa Selic mostra que a economia brasileira, "a despeito de se manter aquecida, continua refém de uma política monetária equivocada", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e vice-presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Alfried Plöger. Para ele, o governo "atira no próprio pé" e "paga elevado preço por essa mesmice", ao elevar o custo do serviço da dívida pública.

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