O objetivo inicial da Brasil Investimentos & Negócios (Brain), entidade criada por integrantes do setor financeiro, é vender a imagem do País no mundo como um pólo internacional regional de negócios, integrando toda a América Latina. ¿Não há outro país na região hoje com condições de liderar esse processo como o Brasil¿, avalia Edemir Pinto, diretor-presidente da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), uma das criadoras da no entidade.

Segundo Paulo de Souza Oliveira, diretor-geral da Brain, a rede de negócios mundial é formada por diversos tipos de polos. Há os polos globais, como Nova York e Londres, onde é possível negociar todos os tipos de produtos por agentes de todas as partes do mundo. Há ainda os polos internacionais, que podem ser regionais, como Hong Kong e Cingapura, que concentram as negociações de produtos asiáticos com o restante do mundo. E os especializados ou monoproduto, em que o mundo participa das operações com foco em um segmento. Como exemplo, ele cita Zurique, que concentra operações de private banking e gestão de recursos financeiros; e Chicago, especializada em commodities e derivativos.

De acordo com Oliveira, o mundo internacional de negócios tem ainda os polos locais, como Xangai, Dubai e Mumbai, que concentram uma região. O Brasil pode se tornar um polo internacional regional. Isso acontece em outros locais e não há razão para não fazermos o mesmo, afirma. Cerca de 70% das operações com ações e 90% dos negócios com derivativos na América Latina são feitos no Brasil. Com a Brain, teremos um grande crescimento. O mundo todo poderá negociar produtos latinos a partir do Brasil, afirma.

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