China endurece posição e vira nova ameaça a um acordo na OMC http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/28/posicao_do_brasil_na_omc_e_vista_como_traicao_diz_jornal_1475093.html target=_blankPosição do Brasil na OMC é vista como traição, diz jornal " /
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Entenda a Rodada Doha e os pontos que estão sendo analisados

A Rodada Doha é uma série de negociações e debates entre 35 países mediados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra (Suíça), com a finalidade estabelecer regras de comércio internacional (em setores como indústria, agricultura e serviços), que deverão valer para os próximos 10 anos. http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/07/28/china_endurece_posicao_e_vira_nova_ameaca_a_um_acordo_na_omc_1475919.html target=_topChina endurece posição e vira nova ameaça a um acordo na OMC http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/07/28/posicao_do_brasil_na_omc_e_vista_como_traicao_diz_jornal_1475093.html target=_blankPosição do Brasil na OMC é vista como traição, diz jornal

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Essas discussões foram iniciadas em 2001, em Doha, capital do Qatar, e deveriam ter sido finalizadas até 2004. Os países participantes já se reuniram em Cancún, no México (2003), em Genebra (2004) e em Hong Kong (2005), mas até hoje os países não chegaram a um acordo. 

As negociações encontram resistências em várias questões. Entre as principais está a redução ou fim dos subsídios concedidos pelos países ricos aos seus produtos agrícolas. Por outro lado, também há divergência no que se refere à diminuição, por parte dos países em desenvolvimento, das tarifas de importação.  

O Brasil e os chamados países emergentes (o chamado G20) querem que os países ricos, liderados pelos EUA e União Européia, cortem parte de seus subsídios agrícolas para tornar o preço de seus produtos competitivos no mercado global.  

Já o bloco dos países desenvolvidos, além de não estarem de acordo com o tamanho do corte proposto pelo G20, pressionam por maior acesso aos mercados de bens, indústria e serviços das nações em desenvolvimento. O que gera, por parte dos governos dos países mais pobres temor de que o corte das tarifas aos produtos importados atinja as indústrias locais. 

A Rodada Doha deste ano foi iniciada no dia 21 de julho e está prevista para terminar esta semana. Ainda não há acordo firmado.

Pontos que estão sendo analisados

Subsídios agrícolas: está na mesa de negociação a proposta de os EUA limitarem os subsídios a US$ 14,5 bilhões por ano e a União Européia a ¿ 24 bilhões.

Em anos cujos preços de produtos agrícolas estavam baixos, os EUA chegaram a gastar com subsídio US$ 24 bilhões.

Indústria: os países emergentes teriam de cortar entre 50% e 54% das taxas de importação a produtos industriais. A proposta impossibilitaria ainda a elevação de tarifas para proteger um setor em crise.

Etanol: o etanol brasileiro sofre tarifa de US$ 0,14 por litro para entrar nos EUA, que se negam a reduzir essa taxa. Na União Européia, onde a tarifa do produto chega a 40%, também não há um acordo em vista.

Banana: há provável acordo com relação a redução na taxa de US$176 por tonelada no preço da banana brasileira exportada. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, se for fechado é um acordo histórico. A taxação valia a todos os produtores de bananas latino-americanos, mas não era cobrada das ex-colônias européias da África, do Caribe e Pacífico. 

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