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Enfim, uma nova geração para o Gol

Muita coisa aconteceu no mundo de 1987 até hoje. Guerras, crises financeiras, novas moedas, internet, seis olimpíadas, cinco Copas do Mundo (duas delas vencidas pelo Brasil) e por aí vai.

Agência Estado |

Já o primeiro lugar no ranking dos carros mais vendidos do Brasil permaneceu inalterado nestes 21 anos. Lá está o Volkswagen Gol desde então.

E é para manter-se no topo que o modelo passou por uma renovação total, além da estética. O novo Gol está à venda com preço a partir de R$ 28.890 na versão 1.0 e R$ 32.290 na 1.6. O primeiro vem na configuração básica ou Trend, esta última também disponível para o 1.6.

A versão topo de linha, Power (apenas para o 1.6), já inclui direção hidráulica, volante regulável em altura e distância e rodas de 15", entre outros.

O hatch passa a ser fabricado sobre a plataforma de Polo e Fox e adota motor na posição transversal. Para ampliar o espaço interno foi elevado o chamado ponto "H", referência à posição dos quadris dos ocupantes em relação à carroceria. Segundo informações da VW, o ganho foi de até 44 mm para os joelhos dos passageiros de trás, apesar da distância entre eixos 3 milímetros menor.

Como ficou 37 mm mais alto, o Gol agora dá mais folga às cabeças dos ocupantes. O porta-malas continua com 285 litros.

Houve grande evolução no interior. O painel de instrumentos foi trocado por um semelhante ao do Polo, com iluminação azul e de visualização bem melhor. Outra novidade é que freios ABS, air bags dianteiros e computador de bordo passam a integrar a lista de opcionais.

O Gol agora só anda com os motores da família EA111, 1.0 e 1.6, ambos flexíveis. O propulsor de 1 litro é o mesmo do Fox, melhorado recentemente. Entrega até 76 cv e torque máximo de 10,6 mkgf a 3.850 rpm quando abastecido com álcool. O 1.6, também melhorado, tem até 104 cv e destaca-se pelo torque de 15,6 mkgf a 2.500 rpm.

Ao volante

A primeira boa impressão do VW vem logo que se senta ao volante - agora centralizado com o banco, não é mais torto. O Gol avaliado, com motor 1.0 Trend, contava com o opcional regulagem de altura e distância da direção, que colabora para a boa posição de dirigir. E há bom apoio para o pé esquerdo.

Ao sair com o Gol, outra surpresa: a frente não se levanta, como na geração anterior. E o carro deixou de afundar em frenagens. Nas curvas, é estável sem comprometer o conforto.

Ao passar por buracos, a suspensão dianteira independente do VW, herdada do novíssimo Seat Ibiza, filtra vibrações. Outra característica que ajuda a isolar as irregularidades é sua montagem no subchassi.

O silêncio a bordo é o destaque do Gol. Em manobras não se ouve o ruído da direção hidráulica ou do combustível deslocando-se no tanque. Com vidros fechados e ar-condicionado ligado (R$ 3.345 no pacote com travas e vidros dianteiros elétricos), quase não se percebe o funcionamento do motor.

Na estrada o modelo revela tratamento acústico superior, apesar de seu conta-giros marcar 4.000 rpm a 120 km/h. O câmbio é o mesmo do Fox no 1.0.

Seus traços negativos começam na coluna dianteira larga, que atrapalha a visibilidade. E passam pelo acelerador eletrônico, lento nas respostas. Em arrancadas o Gol também é vagaroso. O modelo está 62 kg mais pesado do que seu antecessor. Conforme a VW, ficou 0,3 segundo mais lento na aceleração de 0 a 100 km/h (em 13,4 s.), mas atinge velocidade de 169 km/h, ante 168 km/h do "antigo".

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