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Enfim, o governo se livra de boi pirata

SÃO PAULO - Na quarta tentativa de leilão, o Ibama conseguiu vender nesta quinta-feira o lote de 3.046 cabeças de boi pirata apreendidas em junho em uma unidade de conservação na Amazônia. O gado foi arrematado em lance único de R$ 1,25 milhão, com deságio de 60% frente ao valor mínimo inicial, de R$ 3,15 milhões.

Valor Online |

O leilão foi realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que não divulgou o nome do comprador. De acordo com o Ibama, houve somente um lance pelos bois que estavam divididos em sete lotes, intermediado pela Bolsa Brasileira de Mercadorias de São Paulo.

Diferentemente dos leilões anteriores, o Ibama se comprometeu a arcar com os custos da retirada dos animais, apreendidos na Estação Ecológica Terra do Meio, reserva ambiental na cidade Altamira, no Pará.

Para o analista da Scot Consultoria, Fabiano Tito Rosa, a compra do lote se deveu ao preço. Até para quem estava tentando boicotar o leilão, não dá pra desperdiçar preços vantajosos , afirmou. Grosso modo, cada cabeça custou R$ 416,00. É menos que o preço médio da categoria mais barata negociada no Pará, a do bezerro recém-desmamado, que está R$ 590,00 , disse Rosa.

Em nota, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, afirmou: Nosso objetivo não é vender boi nem ganhar dinheiro, mas proteger as unidades de conservação. Após a apreensão desses bois piratas, 36 mil outras cabeças de gado já foram retiradas pelos donos da estação ecológica e outras 20 mil de outra unidade de conservação, também na Terra do Meio . Ele afirmou que novas operações de apreensão podem ocorrer.

Minc lembrou ainda que após o decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, o Ibama tem direito ao perdimento: esgotado o processo administrativo, o gado apreendido poderá ser vendido sem demora.

(Bettina Barros | Valor Econômico)

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