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Energia demandará R$ 767 bilhões em investimentos até 2017, diz EPE

RIO - O setor energético brasileiro necessitará de R$ 767 bilhões entre 2008 e 2017 para garantir a expansão da infraestrutura e o atendimento ao crescimento do mercado consumidor. O valor está previsto no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017), apresentado hoje pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energécia (EPE), Maurício Tolmasquim, em Brasília.

Valor Online |

A maior parte dos investimentos virá do setor de petróleo e gás natural, que absorverá o montante de R$ 536 bilhões, ou 69,8% do total, com atividades de exploração, produção e oferta de derivados de ambos os insumos. O setor elétrico, que engloba geração e transmissão de energia elétrica, ficará com R$ 181 bilhões, o equivalente a 23,6% do total. Já o setor de etanol e biodiesel deverá receber R$ 50 bilhões, ou 6,5% do total.

Segundo a EPE, o PDE 2008-2017 incorporou parcialmente os efeitos da crise financeira mundial, já que à época em que o documento foi elaborado, durante o ano de 2008, persistiam dúvidas em relação à extensão e impacto sobre a economia brasileira. Neste contexto, a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país foi mantida em 5% ao longo do decênio, com exceção de 2009, quando a expectativa é de alta de 4%. O cenário demográfico tem como premissa o acréscimo de 15,5 milhões de habitantes no país, para 204,1 milhões de pessoas em 2017.

O estudo aponta para um crescimento de 5,4% ao ano da demanda por energia elétrica e para um forte aumento da participação da autoprodução, que deverá saltar dos atuais 43,3 terawatts-hora para 100,3 TWh. A EPE projeta ainda a adição de cerca de 54 mil MW de capacidade instalada, dos quais 16 mil MW já estão contratados.

Do restante, segundo o estudo, apenas 900 MW serão de termelétricas movidas a combustívies fósseis. Ao final do período, em 2017, o parque de geração de energia elétrica terá aproximadamente 155 mil MW de potência instalada, dos quais 80% de fontes renováveis. Os investimentos necessários para esta expansão, entre 2009 e 2017, são de R$ 142 bilhões.

Para o sistema de transmissão a expectativa é de 36.387 quilômetros de novas linhas entre 2008 e 2017, com investimentos totais de R$ 39 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões em linhas de transmissão e R$ 14 bilhões em subestações.

No setor de petróleo, a expectativa da EPE é de um aumento da produção dos atuais 1,85 milhão de barris diários para um volume acima de 3 milhões de barris/dia em 2017.

Na área de gás natural, projeta-se até 2017 a ampliação da oferta e da participação deste insumo no país, devido ao incremento da produção interna. A oferta total de gás nacional alcançará o patamar de 100 milhões de metros cúbicos/dia em 2017, que acrescidos ao gás boliviano importado e à futura capacidade de importação de 35 milhões de metros cúbicos/dia via gás natural liquefeito, ampliarão a capacidade de oferta para 165 milhões de metros cúbicos/dia em 2017.

E expectativa da EPE para a demanda de etanol é de um crescimento de 150% nos próximos dez anos, evoluindo de 25,5 bilhões de litros em 2008 para 63,9 bilhões de litros em 2017. A elevação do consumo seria sustentada fundamentalmente pela utilização no setor automotivo, onde o etanol representará, em 2017, cerca de 80% do volume total de combustíveis líquidos consumidos nos veículos leves que não usam diesel. A demanda de álcool carburante deverá evoluir a uma taxa anual de 11,3% no período 2008-2017, saltando de 20,3 bilhões de litros para 53,2 bilhões de litros.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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