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Caixa triplica reserva contra calote

O aumento do risco de calote fez a Caixa Econômica Federal triplicar as provisões, no último trimestre de 2008, para cobrir eventuais prejuízos. Isso ocorreu em meio à pressão do governo para que o banco continue emprestando mesmo com a crise.

Agência Estado |

É o que mostram duas pesquisas divulgadas ontem em São Paulo.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), o endividamento do paulistano é o menor dos últimos cinco anos. Em fevereiro, houve queda de 7 pontos porcentuais ante janeiro, passando de 45% para 38%. Em relação a fevereiro de 2008, quando quase metade dos paulistanos tinha alguma dívida, a redução foi de 10 pontos porcentuais.

O levantamento mostra que 28% dos consumidores com rendimento de até três salários mínimos têm alguma dívida. Entre os que ganham de 4 a 10 salários, 32% estão endividados. A participação de endividados entre os que recebem mais de 10 salários é de 48%. Ainda segundo a Peic, houve melhora na expectativa de pagar as contas em atraso. A pesquisa mostra que 12% acreditam não ter condições de pagar totalmente ou parcialmente as dívidas - queda de 2 pontos porcentuais em relação a janeiro. "Muitos nem tiraram férias para guardar um pouco de dinheiro e pagar dívidas", diz Kelly Carvalho, economista da Fecomércio.

Além do medo da crise, colaborou para a decisão de se livrar das pendências os reajustes salariais de várias categorias profissionais acima da inflação e o aumento do mínimo. A economista lembra ainda que em janeiro o Banco Central registrou a retirada recorde de recursos da caderneta de poupança. "As pessoas querem se livrar das dívidas", conclui Kelly. A economista da Fecomércio está otimista quanto à possibilidade de o estrago da crise ser menor do que muitos imaginam. No curto prazo, o endividamento deve se manter no atual patamar.

Pesquisa nacional da Serasa Experian aponta uma queda de 1,5% na inadimplência dos consumidores na comparação entre dezembro e janeiro. No critério do levantamento, é inadimplente aquele que atrasou a partir de um dia o pagamento. Entre as razões estão o período de férias e a queda nas despesas. Na comparação entre janeiro de 2008 e 2009, no entanto, houve um aumento de 12,7%. "Até 20% é considera uma alta normal", pondera Luiz Rabi, gerente de Indicadores de Mercado.

Os bancos permanecem na liderança no ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores, com fatia de 43,6%. Em 2008, o porcentual era de 42,6%. No segundo lugar estão as dívidas com cartão de crédito e financeiras, com 36,8%. Em 2008 a participação dessa categoria foi de 31%, o que mostra que agora as pessoas recorreram menos a esse tipo de fonte de recursos e tiveram mais dificuldade em pagar. Também caiu a quantidade de inadimplentes com cheques devolvidos, de 24% para 17,7%.

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