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Endividamento em São Paulo cai 7 pontos, para menor nível em 5 anos

SÃO PAULO - O aumento da cautela frente ao cenário de crise levou o nível de endividamento dos paulistanos a cair sete pontos percentuais entre janeiro e fevereiro deste ano, para 38% das famílias da capital paulista. No primeiro mês do ano, o percentual era de 45% e em fevereiro de 2008 chegou a 48%, o que representa uma baixa de 10 pontos percentuais.

Valor Online |

Os dados, que constam da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), revelam que o patamar registrado em fevereiro é o menor de toda a série, iniciada há cinco anos.

O levantamento mostra que a inadimplência também declinou dois pontos percentuais em fevereiro, mês em que 12% das famílias reportaram contas em atraso. Na comparação com fevereiro do ano passado, a baixa foi de três pontos percentuais. Nesse grupo de inadimplentes, também caiu dois pontos percentuais, para 10%, os que dizem não ter condição de pagar total ou parcialmente os débitos em atraso.

Na avaliação de Abram Sjazman, presidente da entidade, a incerteza sobre os efeitos da crise na economia local explicam a redução do nível de endividamento. Além disso, os níveis ainda favoráveis de emprego e renda na região, medidos pelo IBGE, também influenciam o comportamento de pagamento de compromissos atrasados.

O levantamento por extrato de renda mostra que entre os paulistanos que ganham até três salários mínimos por mês, 28% têm dívidas. Na faixa intermediária, com renda entre quatro e dez salários mínimos, a fatia de endividados chega a 32%. Já entre famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos, aumenta para 48% o percentual de endividados
Os meios de endividamento mais comuns continuaram sendo em fevereiro o cartão de crédito, mencionado por 46% dos consumidores, seguido de carnês (28%). O prazo médio de endividamento é de mais de um ano em 34% dos casos. Dívidas de seis meses a um ano ocorrem em 24% das respostas. A despesa que mais afetou o endividamento no mês passado continuou sendo com alimentação, citada em 32% dos casos.

Ao analisar o cenário por sexo e idade percebe-se que os homens são mais endividados (42%) do que as mulheres (34%) e que há equilíbrio por faixa etária. Entre paulistanos de 18 a 34 anos, 38% têm dívidas, pouco acima dos 37% que mencionam dívidas no grupo dos que têm mais de 35 anos.

Ainda que tenha havido recuo da inadimplência em fevereiro, continua alta a parcela dos que estão com contas em atraso há mais de 90 dias, que são agora 39% do total. Outros 28% então atrasados entre 30 e 90 dias e 33% apontam atraso inferior a um mês
Houve redução de 41% para 35% em fevereiro na fatia de inadimplentes que procuraram renegociar dívidas. A principal dificuldade apontada é o juro elevado, seguido por falta de dinheiro, prazos curtos e negativa de negociação por parte do credor.

(Valor Online)

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