SÃO PAULO - O nível de endividamento do consumidor na cidade de São Paulo ficou em 53% em outubro, conforme revelou pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), repetindo o resultado apurado em setembro. Neste período, a inadimplência entre as famílias endividadas cresceu de 30% do total no mês passado para 35% no corrente mês.

Em outubro do ano passado, o endividamento do paulistano era maior, de 56%. Deste grupo, 38% possuíam contas em atraso naquele período.

Na análise da Fecomercio, a expansão da massa real de rendimentos e da oferta de crédito tem impedido que o aumento do endividamento das famílias se traduza em elevados níveis de inadimplência. A expectativa da entidade diante desses fatores, somados ao pagamento da primeira parcela do 13º salário, é que o nível de endividamento dos paulistanos permaneça num "patamar favorável".

A pesquisa mostra também que os prazos de comprometimento de renda dos endividados variam entre os período de até 3 meses (22%), entre 3 e 6 meses (17%), entre 6 meses a 1 ano (22%) e acima de 1 ano (36%).

As despesas com alimentação foram as que mais afetaram as despesas atuais de 29% dos consumidores endividados. Já os gastos com eletrodomésticos e eletroeletrônicos comprometeram a vida financeira de 26% dos entrevistados.

A Fecomercio mostra ainda que 36% dos consumidores afirmam ter tentado renegociar as dívidas com os credores, sendo que a maior dificuldade encontrada foram as taxas de juros elevadas (51%). Os entrevistados citaram também a falta de recursos financeiros (30%), o prazo de pagamento curto (10%) e a indisponibilidade do credor para renegociação (5%).

A pesquisa mostra também que, entre os consumidores com contas em atraso, 31% acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente as suas dívidas.

(Valor Online)

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