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Endividamento cai para em São Paulo, mas inadimplência sobe

SÃO PAULO - O número endividados na cidade de São Paulo caiu 5 pontos percentuais neste mês de janeiro, para 45%, ante índice 50% apurado no mês de dezembro. Levantamento feito no dia 2 de janeiro pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostra ainda que a maioria dos endividados continua concentrada entre consumidores com renda superior a 10 salários mínimos, faixa em que 51% têm compromissos financeiros para honrar.

Valor Online |

Para o grupo que ganha entre 4 e 10 salários mínimos o endividamento alcança 45% do total, próximo ao índice de 43% verificado entre os consumidores com renda de até 3 salários mínimos.

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida para 43% dos consumidores. Em seguida aparecem os carnês, com 30% do total. O crédito pessoal representa 9% das dívidas na região e o cheque especial outros 3%. Cheque pré-datado equivale a 3% do total e o crédito consignado a outros 2%. A maior parte das dívidas, 34%, têm prazo de um ano. As dívidas com prazo entre três e seis meses somam 23% do total.

Os gastos com alimentação continuam sendo a principal fonte de endividamento dos paulistanos. A pesquisa mostra que 27% atribuem o endividamento a esse tipo de despesa e outros 23% apontam gastos com eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

O levantamento mostra também que diminuiu o número de consumidores que buscaram renegociar dívidas. Neste mês, 41% dos endividados procuraram negociar as dívidas, contra uma parcela de 48% verificada em dezembro. A dificuldade mais apontada nesse processo, citada em 43% dos casos, é o juro elevado, seguido de falta de recursos financeiros (38%) e prazos de pagamentos curtos (11%).

Homens e mulheres continuam com comportamento similar. No grupo feminino, 46% estão endividadas contra 45% no grupo masculino. Percentual similar é notado no extrato por faixa etária, onde há 45% de endividados entre jovens com até 34 anos e 46% no grupo de consumidores com mais de 35 anos.

Mesmo com a diminuição no endividamento, a inadimplência mostrou aceleração de 1 ponto percentual. Dentre as famílias endividadas em janeiro, 31% estão com débitos em atraso, ante 30% no mês de dezembro.

Do total de inadimplentes, 37% acreditam que não terão condições de arcar com seus débitos. Curiosamente, essa avaliação é maior entre aqueles com renda acima de 10 salários mínimos, grupo em que 46% declararam no último dia 2 que não pretendem pagar as dívidas em atraso. Já entre as famílias com renda de até três salários mínimos essa intenção de não pagamento de dividas em atraso é compartilhada por 32% do grupo.

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