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Endividamento cai, mas inadimplência aumenta em novembro

SÃO PAULO - O nível de endividamento dos paulistanos caiu de 53% em outubro para 49% neste mês, de acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Mas do total de endividados, a inadimplência cresceu dois pontos percentuais neste intervalo, atingindo uma fatia de 37% em novembro. No confronto com novembro do ano passado, o endividamento caiu cinco pontos percentuais e a inadimplência ficou um ponto percentual menor.

Valor Online |

Dentre os consumidores que ganhavam até 10 salários mínimos, 54% estavam endividados em novembro. Essa participação foi de 33% na faixa de renda superior a 10 salários mínimos por mês. Os dados mostram ainda que 47% dos entrevistados têm dívidas com cartão de crédito, sendo que na faixa de renda de 4 a 10 salários mínimos essa fatia chega a 51% dos consumidores.

O prazo médio de endividamento superior a um ano é mais frequente (36%) do que o de períodos entre seis meses e um ano, de 21%. As dívidas de até três meses somam 18% do total e aquelas entre três e seis meses chegam a 23%.

Segundo 32% dos consumidores, as despesas que mais pesam sobre o endividamento atualmente são os gastos com alimentação. Gastos com eletrodomésticos e eletroeletrônicos são apontadas por outros 23% dos consultados.

As mulheres estão mais endividadas que os homens: 50% e 47% respectivamente. Na avaliação por faixa etária, 51% dos mais jovens, com idade entre 18 e 34 anos estão endividados. Entre consumidores acima dessa idade 46% estão na mesma situação.

Inadimplência

Conforme o levantamento mensal da entidade, 37% das famílias endividadas então inadimplentes, fatia maior do que a de 35% apurada um mês antes e 1 ponto percentual menor do que a verificada no mesmo mês do ano passado.

A inadimplência atinge mais os endividados com renda de até 3 salários mínimos, onde 45% das famílias estão com contas em atraso. Entre os que ganham entre 3 de 10 salários mínimos essa situação atinge 36%. Para os que ganham acima desse patamar, o atraso do pagamento foi apontado em 19% das famílias.

A pesquisa mostra ainda que 32% acreditam não ter condições de pagar total ou parcialmente as suas dívidas. Essa avaliação atinge 44% dos consumidores que ganham até 3 salários mínimos. Entre os que ganham entre 4 e 10 salários mínimos tal perspectiva é apontada por 20%, chegando a 27% dos que ganham mais de 10 salários mínimos mensais.

Entre os inadimplentes, 34% estão atrasados há mais de 90 dias e 28% têm até 30 dias de atraso no pagamento. Para 21% dos entrevistados inadimplentes o atraso é de 30 a 60 dias e para outros 14%, o tempo de atraso das dívidas é de 60 a 90 dias.

Os dados da Fecomercio mostram ainda neste mês de novembro 43% dos entrevistados tentaram renegociar suas dívidas com os credores contra 36% em outubro. Os problemas mais apontados para honrar os compromissos são juros altos (52%), falta de recursos financeiros (22%), prazos de pagamentos curtos (13%) e credor que não renegocia (6%). 

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