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Encontro do G-20 termina sem avanços

A reunião dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais dos principais países do mundo, integrantes do grupo G-20, terminou ontem em São Paulo sem propostas concretas para reforçar a regulação dos mercados financeiros. Elas serão discutidas por grupos de trabalho até a cúpula de chefes de Estado do G-20, no próximo fim de semana, em Washington.

Agência Estado |

"Precisaremos trocar a roda com o carro em movimento", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ele espera que os países cheguem a uma nova regulação no prazo de 30 a 60 dias e espera que propostas concretas partam dos países ricos. "Quem pariu Mateus que o embale."

Se por esse lado praticamente não houve avanços, por outro a pretensão dos países emergentes de aumentar seu peso nas discussões internacionais pôde ao menos ser mantida.

Os ministros de Fazenda e presidentes de bancos centrais presentes à reunião, inclusive europeus e americanos, concordaram com a necessidade de reformar o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, instituições criadas em 1944 pelo tratado de Bretton Woods.

A proposta foi apoiada pelo representante do Reino Unido, Stephen Timms, atual secretário de finanças do tesouro, que concedeu entrevista ao lado de Mantega. A intenção também consta do comunicado conjunto da reunião, que reflete os consensos alcançados.

O texto alerta, porém, que os países que pleiteiam mais peso nessas instituições devem estar preparados para pagar mais por isso. Na semana passada, a ministra de finanças da França, Christine Lagarde, disse que o Brasil quer mais peso no FMI mas não quer aumentar suas contribuições ao organismo. A informação foi desmentida por Mantega.

O ministro brasileiro fez um balanço positivo, no que se refere ao aumento de espaço político dos países emergentes. "O G-20 foi colocado à testa do processo", afirmou. Ao seu lado, o ministro das finanças da África do Sul, Trevor Manuel, avaliou que a cúpula de presidentes e primeiros-ministros do G-20 será importante para redefinir o papel do grupo. Repetindo a tese dos brasileiros, ele afirmou que o G-7 não é mais representativo o suficiente para liderar o processo de reforma do sistema econômico mundial.

Na sexta-feira, Mantega havia defendido a ampliação do G-7 para incluir mais países emergentes. Ontem, admitiu ter mudado de idéia. Na sua avaliação, a melhor forma de atingir esse objetivo é reforçar o G-20. No entanto, o grupo precisa ser fortalecido e tornar-se mais efetivo. "Ele foi criado para prevenir crises e não preveniu coisa nenhuma", frisou.

Como a reunião durou apenas um dia e meio, não houve tempo para aprofundar as discussões sobre a nova regulamentação do sistema financeiro, segundo explicou Mantega. Por essa razão, tampouco houve divergências. Ele próprio antecipou que, à medida que progredirem propostas no sentido de tornar o mercado financeiro menos liberado, os países que concentram esses serviços deverão reagir.

Além da reforma do FMI e do Banco Mundial, houve consenso sobre a necessidade de apoiar esforços dos países emergentes para crescer. Os participantes concordam que a atual crise financeira teve origem nos países desenvolvidos, mas os emergentes também sentem as conseqüências.

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