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Empréstimo fica mais caro no semestre

O crédito para o consumidor ficou mais caro no primeiro semestre de 2010, porém a alta dos juros médios varia de acordo com a instituição financeira, segundo dados do Banco Central

AE |

O crédito para o consumidor ficou mais caro no primeiro semestre de 2010, porém a alta dos juros médios varia de acordo com a instituição financeira, segundo dados do Banco Central. O maior aumento das taxas é observado para aquisição de bens. De janeiro a julho, os juros nessa modalidade subiu 0,84 ponto porcentual na Caixa Econômica Federal, de 4,31% para 5,15% ao mês. Já a maior variação do cheque especial foi de 0,43 ponto porcentual aplicada pelo HSBC, passando de 8,61% para 9,04% ao mês. No crédito pessoal, linha para compras de médio prazo e que inclui o pagamento de serviços, o maior aumento, de 0,26 ponto porcentual, também ocorreu na Caixa, cuja taxa passou de 2,06% para 2,32% ao mês. No Bradesco e no HSBC, os juros cobrados nessa linha caíram 0,15%. Quanto mais se prolonga a dívida, maior será o impacto da elevação das taxas. Quem tomou emprestado, por exemplo, R$ 500 na Caixa pelo prazo de 30 dias para aquisição de bens pagando 4,31% em janeiro de 2010 arcou com R$ 21,55 de juros. Já quem tomou emprestado o mesmo valor em julho, pelo mesmo período com juros de 5,15% desembolsará R$ 25,75, ou seja, R$ 4,20 a mais. Na hora de fazer a conta, deve-se considerar o tempo para quitar o empréstimo. No exemplo, caso a dívida se estenda por seis meses, a diferença será de R$ 25,20. A elevação das taxas tem impacto ainda maior no bolso quando se trata de cheque especial, uma das mais caras modalidades de crédito. No HSBC, quem tomou R$ 1 mil no cheque especial por três meses com taxa de 8,61% em janeiro pagou R$ 281,18 de juros. Com o aumento para 9,04% em julho, são R$ 296,46 só de juros. Para o economista da consultoria Tendências, Alexandre Andrade, a alta da inadimplência e o aumento da taxa básica de juros, a Selic (de 8,75% para 10,25%) -, motivam a elevação. "As altas para o consumidor estão longe de serem explosivas, mas exigem cautela porque devem continuar até o final do ano", explica. "O objetivo (do governo com a elevação da Selic) é desacelerar o consumo e torná-lo mais adequado à oferta de produtos, reduzindo assim a pressão da inflação", afirma o economista. A Caixa diz, em nota, que os dados são baseados na média das taxas praticadas e seu aumento decorre da maior participação do banco no mercado. Segundo a instituição, novos clientes, ainda sem relacionamento com o banco, não têm desconto nas taxas. De acordo com o Itaú Unibanco, o aumento da Selic refletiu apenas no cheque especial. O Santander esclarece que a linha para aquisição de bens acompanha a curva de juros futuros. Com a expectativa de alta, as taxas de seus produtos também sobem. O HSBC credita as variações dos juros à evolução do mercado financeiro. O Bradesco diz que a alta deve-se à maior frequência de operações com base em taxas máximas. Neste cenário, o consultor Luiz Jurandir Simões aconselha o consumidor a quitar dívidas em linhas mais caras e apenas usar o crédito para bens duráveis, com planejamento.

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