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USP faz adaptação de prótese auditiva pela internet

Projeto da Faculdade de Medicina permite ajuste de aparelho por meio da teleaudiologia e pode facilitar atendimento

Juliana Kirihata, iG São Paulo |

Após desenvolver um aparelho auditivo digital de baixo custo, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo deram mais um passo para facilitar a vida dos pacientes com deficiência auditiva. Com o uso da internet, eles agora podem realizar o ajuste dos aparelhos à distância. O Brasil é pioneiro nesse procedimento, denominado teleaudiologia.

Divulgação
Fonoaudióloga orienta processo em SP
A adaptação do aparelho auditivo é necessária porque há alterações nas condições dos ambientes, como a clínica médica e o local de moradia do paciente, por exemplo, que podem influenciar na qualidade do som e na percepção auditiva. Além disso, as pessoas possuem perda progressiva de audição e, algumas delas, perdas auditivas “flutuantes”, ou seja, que podem mudar conforme o dia e estado físico do paciente.

Segundo o engenheiro Sílvio Penteado, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a teleaudiologia vai permitir a adaptação dos aparelhos em locais mais próximos do paciente, como postos de saúde e hospitais regionais. “Hoje o usuário tem de ir a um dos 136 centros especializados e muitas vezes precisa viajar centenas de quilômetros, o que gera custos com transporte, alimentação, etc.”, diz Penteado.

No início de abril, foi realizado um teste com três pacientes residentes em Pouso Alegre, em Minas Gerais. Por meio de um programa de comunicação via internet, a fonoaudióloga Gisele Munhóes transmitiu do Hospital das Clínicas da FMUSP os procedimentos de adaptação do aparelho para as fonoaudiólogas Liliana Souza, Elissandra Monteiro e Fernanda Hedinja, que acompanhavam os voluntários com perdas auditivas no Instituto Sul Mineiro de Otorrinolaringologia.

O processo exigiu um programa de adaptação chamado adaptEasy e um aparelho para ligar a prótese auditiva no computador. “É uma proposta inovadora, mas é preciso reforçar que não se irá atender o paciente à distância, e sim dar suporte ao profissional que o atende no local”, diz Gisele.

Segundo Penteado, o procedimento online traria benefícios para as práticas de políticas públicas, já que tornaria o processo de ajuste mais simples. Apesar de fonoaudiólogas terem acompanhado o teste feito em Minas Gerais, Penteado afirma que quem recebe as instruções via internet precisa ter apenas conhecimentos de audiologia.

Nesta terça-feira, serão realizados mais testes com pelo menos dois pacientes da PUC de Campinas, no interior de São Paulo. “Nosso objetivo é trazer outras instituições para a pesquisa”, diz ele. O projeto piloto tem a coordenação e idealização do professor Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da USP.


 

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