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UFRJ cria touch screen que dispensa superfície própria

Nova tecnologia, ainda em fase de desenvolvimento, deverá ser usada para manipulação de imagens médicas

Bruna Bessi, iG São Paulo |

Três jovens engenheiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um software que permite manipular imagens médicas também a partir de toques, usando a popular tecnologia touch screen. A novidade desse sistema em comparação com outras tecnologias sensíveis ao toque é que não há sensores para reconhecer os comandos. Assim, as imagens podem ser projetadas em qualquer superfície, como paredes, sem limite de tamanho.

Divulgação
Projeção da nova tecnologia em uma mesa de vidro
Rafael Amaro da Fonseca e Silva, Simon Medeiro Soares e Allan Almeida Diegues, formados no curso de engenharia eletrônica e da computação pela UFRJ, passaram a se dedicar ao projeto para tentar simplificar a visualização de imagens médicas. Do projeto nasceu a Ice Interactive, empresa incubada no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da própria universidade. O empreendimento recebeu financiamento de R$ 86 mil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O software em desenvolvimento reproduz as imagens do computador em que está instalado. Elas são projetadas na superfície escolhida e, depois disso, uma câmera de vídeo reconhece os comandos de ação. Para o reconhecimento desses movimentos, os engenheiros gravaram no sistema alguns padrões de gestos para que, quando feitos diante da câmera, aconteça o efeito desejado. “Ao examinar o coração, se o médico quiser observar um ponto específico, com um simples toque, sem a ajuda de sensores, poderá girar, ampliar ou aproximar a imagem”, diz Silva.

Corte de custos

Por meio do novo sistema, a imagem pode ser projetada em uma parede e obter os recursos de uma tela touch screen. A única necessidade é ter uma câmera de vídeo ligada ao computador e virada para os movimentos que forem realizados na tela. Só serão captados os movimentos que estiverem programados para ser reconhecidos.

As imagens dos exames poderão ser visualizadas facilmente e de modo interativo. Com a nova tecnologia, o médico também poderá acessar o histórico e o banco de dados do paciente cadastrado no computador. Os engenheiros afirmam que o recurso estará disponível para outras atividades que necessitem dessa interação.

O projeto ainda está em fase de desenvolvimento e estará, segundo os sócios, finalizado no prazo de dois anos. Quanto ao seu custo no mercado, os engenheiros estimam que será bem menor que o de outros produtos que têm como base a tecnologia touch screen. “O nosso não necessita de sensores, e seria isso que encareceria o produto”, afirma Diegues, responsável pela pesquisa do projeto. “A maior dificuldade é colocá-lo no mercado. Já fazemos a tecnologia funcionar perfeitamente”.

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