Os metalúrgicos da Volkswagen no Paraná decidiram ontem pôr um ponto final na greve que paralisava a empresa desde sábado

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Os metalúrgicos da Volkswagen no Paraná decidiram ontem pôr um ponto final na greve que paralisava a empresa desde sábado. Eles aceitaram o reajuste salarial de 10,08% e mais o abono de R$ 4,2 mil já acertados com as outras duas montadoras (Renault e Volvo). O acordo garante apenas de aumento real 5,5% para os metalúrgicos. Os acordos salariais conseguidos pelos metalúrgicos do Paraná com as montadoras devem injetar cerca de R$ 193 milhões na economia do Estado nos próximos 12 meses. O cálculo é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

"Os trabalhadores fizeram bons acordos, mas quem ganha é a sociedade como um todo, pois novos recursos entram no mercado, o consumidor gasta mais e empregos são gerados", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka. Ele acentuou que este ano os avanços foram maiores que os conseguidos no ano passado. "E tivemos menos conflitos", completou. "A situação econômica e a maior demanda por veículos facilitaram.' O sindicato passa agora a negociar os reajustes para os cerca de 20 mil trabalhadores em empresas de autopeças.

De acordo com o sindicato, os pisos salariais no Estado foram fixados em R$ 1.520,92 na Renault e na Volvo e em R$ 1.497,09 na Volkswagen. Segundo Butka, mesmo tendo um dos maiores pisos salariais do setor no País, o metalúrgico paranaense ainda ganha cerca de 40% a menos que a média de um trabalhador do ABC paulista. Dados do sindicato apontam que a média salarial do metalúrgico paulista estaria em R$ 3,2 mil, enquanto o do paranaense seria de R$ 2,2 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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