Terceirização em São Paulo diminui na década, mostra estudo
Movimento é completamente oposto ao verificado entre 1995 e 2002 na cidade, quando número subiu
A participação dos empregados terceirizados no saldo total líquido nos postos de trabalho formais abertos caiu vertiginosamente em São Paulo entre 2002 e 2010, segundo a pesquisa Trajetórias da Terceirização, divulga nesta segunda-feira, 17, pelo Sindeepres (Sindicato das Empregados em Empresas de Terceirização de Serviços).
De acordo com o estudo, em 2002 a terceirização representava 97,6% deste total, e no ano passado este percentual ficou em 13,6%. Segundo a pesquisa, "a constituição de melhor contexto macroeconômico, com o fim do regime de câmbio fixo e abandono das políticas de corte neoliberal levou à desaceleração da taxa de terceirização do país".
Este movimento é completamente oposto ao verificado entre 1995 e 2002 em São Paulo, quando o número passou de 8,9% para 97,6%. A busca da redução do custo de trabalho como mecanismo de maior competitividade e ampliação da margem de lucro diante da exposição do setor produtivo à concorrência internacional é, segundo a pesquisa, a principal motivação do processo de terceirização verificado nos últimos anos na capital paulista.