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Talento made in Brazil

Executivos brasileiros ocupam posições de destaque na área de tecnologia em grandes empresas multinacionais

Alexa Salomão, Carla Falcão e Patrick Cruz, iG São Paulo |

Flexíveis e criativos, mesmo sob pressão. Essas são as características destacadas pelos consultores em Recursos Humanos que fazem com que os executivos brasileiros sejam requisitados mundo afora para gerenciar, dirigir e até mesmo presidir negócios-chave para companhias de grande porte dos mais diferentes setores. Não por acaso, é possível encontrar brasileiros nos postos mais inusitados na área de tecnologia. O iG conversou com três deles para mostrar a diversidade do talento brasileiro no mundo dos negócios globais.

Nas Américas, a Sony Ericsson, fabricante nipo-sueca de celulares, é comandada por um paulistano. Anderson Teixeira, 45 anos, traça os rumos da companhia desde a pequena cidade de Alert, no extremo Norte do Canadá, a Punta Arenas, no Sul do Chile. Há seis meses no posto, Teixeira tem a orientação de cumprir uma meta delicada: fazer a Sony Ericsson driblar a crise que encolhe a vendas há dois anos. Sua estratégia é posicionar os aparelhos da marca como referência dentro da nova geração de celulares inteligentes e digitais que estão chegando ao mercado. “Há uma mudança de hábitos em curso”, diz Teixeira. “O celular vai mudar radicalmente nos próximos anos.”

Já a direção global da área de integração de sistemas da Nokia Siemens Network (NSN), joint-venture que oferece serviços globais de tecnologia para empresas, está a cargo do gaúcho Nelson Campelo, 48 anos. De seu escritório em Paris, ele comanda todas as operações da unidade desde a sua criação, há três anos. Para assumir o cargo, precisou deixar dois dos três filhos no Brasil e aprimorar o idioma local, que não dominava. Hoje, Campelo ainda sente falta dos jogos do time do coração, o Internacional de Porto Alegre, mas fez a nova unidade de negócios crescer 200% em pouco mais de 20 meses, incorporou conhecimentos sobre vinhos e descobriu o valor das diferenças culturais. Seu livro de cabeceira é "When Cultures Collide”, de Richard Lewis (em português, Quando as Culturas Colidem). “O maior aprendizado profissional foi desenvolver a capacidade de liderar um negócio sem fronteiras”, diz Campelo.

Tem brasileiro também na tela azulada do Twitter, uma das mais populares redes sociais do momento. Aliás, trata-se do único brasileiro a trabalhar na sede da empresa no Vale do Silício, região na Califórnia, nos Estados Unidos, que funciona como um laboratório global de novas tecnologias. Seu nome: Vitor Lourenço. A idade: 22 anos. Lourenço tinha apenas 20 anos quando passou a fazer parte da equipe de designers responsável pela modernização das páginas do Twitter, a primeira grande reformulação desde a criação da rede. Contaminado pela atmosfera inovadora das empresas de tecnologia americanas, Lourenço não pensa em fazer carreira no Twitter. Seu sonho é criar o próprio negócio. “Com certeza, antes dos 30 anos”, diz ele sobre a idade máxima que, imagina, terá ao abrir sua própria companhia.


 

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