A Suzano Papel e Celulose ainda não tomou decisão sobre o investimento em uma terceira fábrica, com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de celulose, mas já tem cinco áreas candidatas a receber a futura instalação.

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Entre as possibilidades estão os terrenos no Maranhão e no Piauí que receberão duas unidades - também com capacidade de 1,3 milhão de toneladas cada - em um período de cinco anos. A empresa já avaliou 23 localidades no Brasil, na Argentina e no Uruguai, mas apenas cinco deles ficaram entre os "finalistas", informaram executivos da Suzano durante apresentação à imprensa dos resultados de 2009, quando a companhia teve lucro líquido de R$ 878 milhões.

Fora os espaços no Maranhão e no Piauí, a empresa preferiu não detalhar quais são as outras alternativas consideradas. No entanto, São Paulo foi praticamente descartado, em razão de dificuldades em logística e do elevado preço das terras no Estado.

A empresa estima a necessidade de uma área entre 120 mil e 150 mil hectares de floresta plantada para a viabilização da fábrica.

Assim como esse projeto, a Suzano também não bateu o martelo sobre a expansão da capacidade de produção de celulose em Mucuri em 400 mil toneladas. A empresa diz que ainda não tem uma expectativa de quando esses investimentos serão aprovados, uma vez que dependem de um cenário mais claro no mercado.

Em geral, o setor tem postergado as decisões de investimento para evitar o risco de excesso de oferta, algo que colocaria por água abaixo o processo de recuperação dos preços.

"Estamos avaliando as condições de oferta e demanda. O cenário ainda é indefinido", disse o presidente da produtora de papel e celulose, Antonio Maciel Neto.

Por outro lado, os projetos nordestinos da Suzano avançam dentro do cronograma. No caso do Piauí, a empresa já tem 100% da área florestal necessária para a nova fábrica, que tem início de produção programado para 2014.

Já no Maranhão, o grupo tem 75% das terras necessárias para a futura instalação, cuja inauguração está prevista para 2013.

A construção das duas unidades, junto com o desenvolvimento florestal, consumirá investimentos estimados em R$ 8 bilhões. O plano é buscar linhas de financiamento para 80% do orçamento previsto. Nesse sentido, o grupo já iniciou conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As duas fábricas vão dobrar a capacidade de produção de celulose da Suzano.

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