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Sustentabilidade na sala de estar

Sofá ecológico desenvolvido no Paraná economiza até 25% de matéria-prima e reduz preço de produção

Bruna Bessi, iG São Paulo |

Peça-chave na decoração da grande maioria das salas de estar, o sofá acaba de ganhar mais uma versão ecologicamente correta. O “sofá ecológico” produzido no Paraná utiliza madeiras reflorestadas, espumas de soja e tecido de fibra de bambu. Mas, sua inovação mais importante está na forma como é montado. O novo móvel substitui os grampos de sua montagem por pinos de madeira ou encaixes. A estrutura inovadora é capaz de reduzir em até 25% a quantidade de matéria-prima utilizada na produção do sofá.

Divulgação
Sofá ecológico mira nas classes A e B
Fruto de uma parceria entre o Senai de Arapongas (PR), o Centro de Tecnologia de Madeira e Mobiliário (Cetmam), a Fundação Araponguense de Educação e Tecnologia (Faet), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a empresa de estofados Molufan, o móvel traz uma série de vantagens para as empresas, como a diminuição do custo da produção. “Graças à padronização de peças e à redução da quantidade de matéria-prima utilizada foi possível diminuir os custos”, afirma José Carlos Rehme, analista de negócios do Senai.

Especialistas da UEL analisaram o sistema de produção do estofado e identificaram problemas relacionados ao material utilizado para prender a estrutura. “O uso dos grampos tornava a linha de produção barulhenta, havia acidentes de trabalho e os funcionários tinham lesões por esforços repetitivos (LER). Trocar o material pelo uso de encaixes foi a solução”, diz Jorge Daniel de Melo Moura, coordenador do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL.

Antônio Carlos Martins, proprietário da Temar, que fabrica o revestimento de bambu utilizado no sofá, aponta ainda as características naturais do material como um atrativo aos consumidores. “O bambu tem propriedades antibacterianas, proteção aos raios UV que evita o desbotamento do estofado e características termodinâmicas, que acompanham a temperatura do ambiente, trazendo mais conforto para quem utiliza o sofá”, afirma.

Pesquisa revela que classes A e B comprariam o sofá

Segundo Cristianne Cordeiro Nascimento, coordenadora do departamento de design da UEL, grupos focais realizados com clientes em potencial revelaram que as pessoas se entusiasmam com a proposta ecológica. Mas o aspecto principal ainda é o conforto, seguido pelo preço. As pesquisas revelaram também que as classes A e B seriam as maiores interessadas no sofá. “O preço talvez desestimulasse a classe C. Para a classe A, recomendamos apenas ligeiras melhorias no design do sofá”, diz,

Uma desvantagem é o fato de que a fibra usada na fabricação do tecido é importada da China, o que não permite uma redução mais significativa do valor do produto. “O problema deste estofado é ainda seu custo elevado, mas as espécies de bambu usadas no sofá já estão sendo plantadas aqui no Brasil, o que logo diminuirá o preço”, afirma Martins.

O Senai oferece consultoria para apoiar empresas interessadas em investir no sofá ecológico. “Nas consultorias adequamos o processo, damos treinamento, fazemos análise de custos e estabelecemos a quantidade de horas necessárias para a implantação do projeto”, diz.
 

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