SÃO PAULO - Em ritmo menos intenso, a produção mundial de aço fechou agosto com crescimento de 4,2%, comparada com um ano atrás, em 113 milhões de toneladas, conforme dados revelados hoje pela manhã pela World Steel Association (WSA), entidade internacional do setor que representa 66 países produtores e está baseada em Bruxelas, na Bélgica. De janeiro a agosto, o montante de aço fabricado no mundo, conforme a WSA, foi de 932 milhões de toneladas, 22% acima do mesmo período de 2009.

SÃO PAULO - Em ritmo menos intenso, a produção mundial de aço fechou agosto com crescimento de 4,2%, comparada com um ano atrás, em 113 milhões de toneladas, conforme dados revelados hoje pela manhã pela World Steel Association (WSA), entidade internacional do setor que representa 66 países produtores e está baseada em Bruxelas, na Bélgica. De janeiro a agosto, o montante de aço fabricado no mundo, conforme a WSA, foi de 932 milhões de toneladas, 22% acima do mesmo período de 2009. O volume supera ligeiramente o do período imediatamente anterior à crise de 15 de setembro de 2008. A China, maior produtor mundial, responsável por quase metade do total da indústria, mostrou relativa desaceleração de 1,1% frente a agosto de 2009 ao informar volume de 51,6 milhões de toneladas no mês passado. No acumulado de janeiro a agosto, as usinas chinesas fabricaram 425 milhões de toneladas de aço bruto, projetando a produção para mais de 600 milhões de toneladas no ano. Outros países asiáticos mostram continuidade na recuperação pós-crise mundial: Japão, com alta de 7,1 %, para 8,9 milhões de toneladas, e Coreia do Sul, aumento de 6,4%, com 4,5 milhões de toneladas. O desempenho crescente da Índia se mantém inalterado. O país fez 5,7 milhões de toneladas, volume 6,4% superior ao de agosto de 2009 e 13% maior que o do mesmo mês de 2008. Na Europa, a Alemanha mantém seu ritmo de recuperação - mais 17,1% -, assim como a Itália e, ainda timidamente, a Espanha. O destaque fica por conta da Turquia, que passou há algum tempo para a posição de 10º maior produtor mundial, que era da siderurgia italiana. No mês passado, fez 2,5 milhões de toneladas e cresceu 11,3% na comparação anual. Nas Américas, a indútria americana continua em reação, com alta de 23,7% no mês passado sobre agosto de 2009, com 6,9 milhões de toneladas de aço. O Brasil patina no patamar de 2,9 milhões de toneladas, o que representou alta de 7,8% sobre o mesmo mês do ano passado, mas ainda está abaixo dos volume de antes da crise mundial de 2008. A utilização da capacidade instalada mundial da indústria do aço também mostra desaceleração. Fechou agosto com 73,1%. É 1,1 ponto percentual menor que a de um ano atrás e 9,2 pontos inferiores que o recorde alcançado neste ano, em abril, de 82,3%. Muitos países da Europa ainda não se recuperaram do baque da crise. (Ivo Ribeiro | Valor)

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