Maior produtora europeia de celulose de fibra curta, empresa apresentou plano de investimento ao BNDES, segundo Andre Puccinelli

A Portucel, maior produtora europeia de celulose de fibra curta, teria decidido construir uma fábrica no Mato Grosso do Sul, segundo o governador reeleito do Estado, Andre Puccinelli (PMDB).

Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira em Campo Grande, Puccinelli afirmou que a empresa portuguesa teria até mesmo apresentado um plano de investimento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo informações publicadas no site do governo estadual, a informação chegou a Puccinelli por meio de uma ligação telefônica do presidente-executivo da Portucel, José Honório, no fim da semana passada.

A Reuters tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Portucel em Portugal, mas não obteve sucesso porque é feriado no país nesta terça-feira.

Procurada, a assessoria de imprensa do governo do Mato Grosso do Sul não forneceu, até o momento, mais informações sobre o assunto.

O BNDES, por sua vez, informou que o banco de fomento só se pronuncia sobre empréstimos já aprovados.

A Portucel já havia afirmado que avaliava instalar uma nova fábrica no Brasil, no Uruguai ou em Moçambique.

Em agosto de 2009, a companhia portuguesa fez acordos preliminares com os governos do Uruguai e de Moçambique. No caso do Uruguai, o acerto previa uma unidade com capacidade anual de 1,3 milhão de toneladas e em Moçambique uma fábrica para não menos que 1 milhão de toneladas.

O Mato Grosso do Sul se tornou nos últimos anos um importante polo produtor de celulose. No município de Três Lagoas, já na divisa com São Paulo, está a maior unidade de linha única da Fibria, com capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas por ano.

A Fibria estuda a ampliação das suas atividades, com a construção de uma nova linha de produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano.

Integrada com a primeira unidade da Fibria está uma fábrica da International Paper (IP), que produz 200 mil toneladas de papel para imprimir e escrever por ano.

Além disso, está sendo construída na cidade a primeira fábrica da Eldorado Celulose, que tem entre os sócios os donos do frigorífico JBS. A futura fábrica vai produzir 1,5 milhão de toneladas do insumo por ano.

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