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O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que a empresa está disposta a negociar a unificação dos projetos de construção de um duto de etanol ligando o Centro-Oeste a São Paulo

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O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou hoje que a empresa está disposta a negociar a unificação dos projetos de construção de um duto de etanol ligando o Centro-Oeste a São Paulo. "Não vemos espaço para três dutos. Os interessados vão negociar e fechar um projeto que atenda aos interesses de todos os investidores", disse o executivo em palestra no evento "Do Petróleo aos Biocombustíveis", promovido pela Hart Consulting. Costa não quis dar entrevista ao final da apresentação, por conta do período de silêncio que antecede a capitalização da Petrobras. Na palestra, afirmou que a estatal acabou de criar uma empresa comercial em parceria com a Camargo Corrêa para cuidar do projeto do duto de etanol. A ETH e a Uniduto (consórcio de grupos sucroalcooleiros) têm projetos semelhantes. A primeira empresa já anunciou que tem interesse em unificar os projetos. "O duto é importante para garantir a competitividade do etanol no mercado externo", comentou o diretor da Petrobras. Durante o evento, o executivo evitou falar em projeções futuras dos negócios da estatal, também por conta do período de silêncio. Ele informou que a empresa inicia esta semana as obras de terraplenagem da refinaria Premium 1, no Maranhão. O projeto, que entra em operação a partir de 2014, será essencial para garantir a autossuficiência brasileira na produção de derivados. Nesse sentido, Costa defendeu os investimentos da Petrobras em refino, alvo de críticas de analistas do mercado financeiro. Segundo ele, o Brasil passou três décadas investindo pouco em refinarias e hoje é dependente das importações de combustíveis. "Se não houver novos investimentos, seremos excessivamente dependentes de combustíveis estratégicos, como o óleo diesel", afirmou. O Plano Estratégico da Petrobras prevê investimentos US$ 73,6 bilhões em refino e petroquímica até 2014. O objetivo é chegar a 2020 com a capacidade de refino de 3,2 milhões de barris por dia, 500 mil barris a mais que o consumo nacional de combustíveis projetado para a mesma data.

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