Com investimentos que concorrem aos maiores do mundo ¿ de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões em cinco anos ¿, a Petrobras mudou a estratégia de contratação de bens e serviços na indústria do petróleo. A tendência de encomendar pedaços de plataformas e navios em série - em vez de unidades inteiras - ganhou força entre os gestores da companhia e vai ser usada como modelo daqui para frente, segundo informou hoje o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

A estratégia começou a ser adotada para as atividades no pré-sal. Oito cascos de plataformas que vão produzir no pólo petrolífero da bacia de Santos foram encomendados para uma única empresa, a Engevix, conforme lembrou o executivo. Nos próximos meses a estatal definirá também os construtores dos demais módulos destas plataformas, no mesmo esquema, que prevê a licitação de pedaços das unidades.

O novo método de licitação da Petrobras vai aumentar a escala de produção e o conteúdo nacional das encomendas. Para termos maior controle sobre o conteúdo nacional, vamos realizar encomendas de partes menores, disse o executivo. O executivo afirmou que a nacionalização de bens e serviços licitados pela Petrobras vai aumentar dos atuais 65% para cerca de 75%.

O aumento no conteúdo nacional deverá ser estabelecido na licitação das plataformas P-58 e P-62, que deve começar nos próximos meses. Estrella explicou que do início das atividades exploratórias para cá, a indústria nacional já ganhou conhecimento suficiente para produzir uma série de bens e serviços que antes não conseguia fabricar.

A Petrobras vai exigir a construção das unidades no Brasil, a exemplo de outras concorrências já iniciadas, como a das sondas de perfuração para o pré-sal .

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