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Ferramenta permite a previsão de cheias de rios utilizando diversos fatores, como topografia e quantidade de chuvas

Uma nova ferramenta desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP) pode ajudar na prevenção de danos causados pelas inundações em cidades. Apresentado pelo engenheiro Sidnei Ono em seu projeto de mestrado, o software permite a previsão de cheias de rios utilizando diversos fatores, como topografia e quantidade de chuvas.

Segundo Ono, a metodologia poderá ser usada para a criação de estratégias de políticas públicas. “Normalmente os profissionais usam um software de cada vez, com o uso de um modelo hidrológico sobre vazões, outro para cálculo de cheias, outro para o processamento de imagens etc”, afirma. Nesse, todas as informações são computadas juntas.

Além da integração de modelos, a ferramenta se diferencia por permitir uma previsão mais precisa das cheias. “Em vez de saber que em um determinado ponto do rio _em baixo de uma ponte, por exemplo_ haverá uma inundação, o gestor pode ter informações sobre o que vai acontecer em todo o rio”, diz Ono.

O Sistema de Suporte à Decisão para Gestão de Água Urbana, como foi denominado, faz parte do Projeto Cabuçu de Baixo, coordenado pelo professor Mario Thadeu de Barros, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli. Além de Ono, participaram do projeto outros engenheiros, hidrometristas, geólogos e arquitetos.

Inicialmente desenvolvido a partir de dados da Bacia do Rio Cabuçu, localizada na zona norte de São Paulo, o software poderia ser utilizado na previsão de cheias de outras bacias. Para isso, porém, será necessário realizar algumas adaptações, com a inclusão de novos dados sobre a região a ser analisada.

Ganhador do Prêmio Jovem Pesquisador da Associação Brasileira de Recursos Hídricos com esse projeto, no ano passado, Ono afirma que as informações sobre inundações são fundamentais para evitar perdas materiais e humanas. “Para saber quando alertar pessoas em determinada área de risco, o gestor precisa ter uma boa ferramenta em mãos”, diz.

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