A News Corp. tem discutido com a Microsoft uma parceria que poderia levar a primeira companhia a remover seu conteúdo jornalístico da ferramenta de buscas do Google e publicá-lo nas propriedades online da Microsoft, segundo pessoas próximas ao assunto ouvidas pelo Wall Street Journal.

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De acordo com essas pessoas, as conversas ainda estão em um estágio muito inicial e podem não resultar em um acordo. Entre as questões mais difíceis estão os termos sob os quais a Microsoft pagaria à News Corp. para publicar o novo conteúdo - que inclui o Wall Street Journal e o britânico The Sun.

O Financial Times relatou as discussões entre News Corp. e Microsoft em seu website ontem. Não está claro se as conversas incluem os websites não jornalísticos da News Corp., como a rede social MySpace e a rede de televisão Fox.

As discussões são mais um sinal da crescente tentativa das empresas de notícias de encontrar novas fontes de receita para suas reportagens e informações online, em resposta aos desafios impostos pela internet. Embora um acordo com a Microsoft seja um novo meio de a News Corp. receber pagamento pelo conteúdo de seus jornais, a companhia arriscaria perder uma grande audiência caso seus textos não fiquem disponíveis para os usuários do Google.

Junto com a Associated Press e outras empresas, a News Corp. também tem criticado o Google e outros grandes websites por usar partes de suas notícias para fazer links com os websites das empresas jornalísticas. O Google e outros portais dizem que têm o direito de publicar pedaços dos textos, o que ajuda a levar os usuários para os websites de notícias.

Os esforços da Microsoft para tornar-se um grande player no mercado de buscas e seus recursos financeiros fazem da companhia uma alternativa ao Google potencialmente atraente para as editoras que procuram meios de cobrar por seu conteúdo.

A companhia vem ganhando pequenas fatias de mercado desde que lançou a nova versão de sua ferramenta de busca, chamada Bing, no início deste ano. A Microsoft foi responsável por 9,9% do mercado de buscas dos EUA em outubro, enquanto o Google teve 65,4%, de acordo com a comScore. As informações são da Dow Jones.

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