Maior parte das transações no Brasil envolve valores entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões, segundo consultoria PwC

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Embora os anúncios de grandes fusões e aquisições recentes tenham sido acompanhados de cifras bilionárias, a maior parte do movimento de consolidação da economia é formada de transações de valores bem mais modestos. Segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers, a maior parte dessas operações envolve de US$ 50 milhões a US$ 60 milhões no País. De acordo com o estudo, 434 negócios desse tipo foram realizados no Brasil nos sete primeiros meses do ano - o maior patamar a essa altura do ano desde 2002. O resultado já supera os do mesmo período de 2007 (407) e 2008 (409), considerados os melhores para esse tipo de movimento. E é 34% maior do que registrado entre janeiro e julho de 2009 (325), período marcado pela crise financeira global.

Apenas 124 transações deste ano (29% do total) tiveram o valor divulgado, somando US$ 34 bilhões. A média dessas operações, no entanto, é de US$ 274 milhões, indicando a disparidade entre os grandes negócios e as pequenas operações. Para chegar a um número mais próximo da realidade, Pierantoni separou as dez maiores transações de valor conhecido, que somaram US$ 23,9 bilhões, dos outros negócios. Chegou à conclusão de que 86% das operações com valores conhecidos somaram US$ 5,1 bilhões entre janeiro e julho, o que resulta em valor médio de US$ 49 milhões. "Não é um número preciso, já que a maioria das empresas não divulga os valores envolvidos. Entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões é um número mais confortável para dar uma noção desses negócios", diz Alexandre Pierantoni, sócio da consultoria.

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