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Companhia vai adquirir 50% da Bahia Minerals para ampliar sua presença em minério de ferro no País

A mineradora cazaque ENRC aceitou pagar US$ 670 milhões (R$1,2 bilhão) para ampliar sua presença em minério de ferro no Brasil e para diversificar suas atividades para outra região emergente, a América Latina.

A Eurasian Natural Resources Corporation fechou acordo para comprar o restante do projeto BML no Brasil. A companhia vai pagar US$ 670 milhões pelos 50% da mineradora Bahia Minerals que ainda não possui e garantiu direito que a permite comprar também um projeto adjacente por até US$150 milhões.

O projeto BML deve produzir 19,5 milhões de toneladas de concentrado de minério de ferro por ano até 2014 a um custo de capital de US$ 2,1 bilhões, informou a ENRC.

A ENRC estava negociando com siderúrgicas uma possível venda da participação no projeto para ajudar no custo da construção.

"Temos mantido negociações preliminares com siderúrgicas da União Europeia, indianas e chinesas", disse o presidente do conselho de administração da ENRC, Johannes Sittard, à Reuters.

Em 2008, a ENRC comprou metade da Bahia Minerals por US$ 306 milhões, mas desde então um programa de exploração identificou mais recursos no depósito e um estudo de viabilidade atualizado foi completado em julho.

A Bahia Minerals tem agora uma reserva de minério de ferro de 1,8 bilhão de toneladas, com conteúdo médio de ferro de 32%.

A ENRC pode exercer opção até 15 de novembro para comprar uma empresa que detém um projeto de mineração adjacente, a Greystone Mineração do Brasil Limitada. A empresa tem uma base de recursos de 147 milhões de toneladas com média de conteúdo de ferro de 31,8%.

Ano passado, a ENRC pagou US$ 955 milhões em dinheiro pela Central African Mining and Exploration (Camec) para obter ativos minerais na República do Congo, Zimbábue e Moçambique.

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